Arquivo | setembro 2012

Antes e depois das eleições

Realmente existe muita criatividade na cabeça de alguns. Fiquei deliciada com o texto abaixo. Merece registro e ser lido com atenção. Parabéns a quem o escreveu. E vem muito a calhar com o período que estamos vivendo de pré eleições municipais. Aliás tem muito a ver com todos os períodos eleitorais.

Político, Antes e Depois da Posse!


ANTES DA POSSE
 

 

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.


DEPOIS DA POSSE

Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA, linha a linha

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29/set/2012 – Morre Hebe Camargo

 

Algumas pessoas são marcantes no decorrer da vida. Hebe, por exemplo, foi um sorriso permanente na vida de inúmeros brasileiros, entrevistando pessoas de forma inteligente, simpática, marcante. Seu sofá, durante décadas serviu de palco para a presença de cantores, atores, políticos, escritores, maestros e figuras as mais incríveis e disputadas.

Lembro-me dela desde que eu era menina e sua presença fazia parte da vida que a gente vai levando. Era uma “perua” assumida, suas roupas eram lindas e chamativas, suas jóias fizeram história, seus cabelos eram impecáveis com qualquer penteado que escolhesse. Era o retrato da mulher de fino trato.

As rosas belíssimas que ela distribuía aos presentes em seus programas acabaram por cobri-la de glória em sua despedida final. Fez amigos e plantou amor por onde passou e isso ficou comprovado em seus últimos dias de muito sofrimento, recebendo visitas e mensagens sem parar.

Seu sorriso aberto, suas risadas escancaradas ficarão como uma lembrança indelével. A fé que sempre demonstrou em atitudes e falas foi exemplo de forma de viver com paz e confiança. Conseguiu institucionalizar o “selinho”, gesto de carinho que fez parte de seus contatos no palco e na vida.

Fiquei triste ontem, quando soube que aquela que era uma “gracinha” e assim chamava os que tinha em seu coração, tinha ido para outro plano, sorrir em outras paragens. Acompanhei todo seu cortejo fúnebre com carinho e lamentando não mais contar com essa figura tão marcante de nossos palcos.

Ela foi um ícone durante décadas de apresentação e, como alguns poucos outros que fazem parte da ribalta da vida, deixará saudade e lembranças sempre as melhores.

Por isso deixo aqui registrada sua partida que foi lamentada e chorada nacional e internacionalmente pelos que compartilharam de seus dias e apresentações.

Adeus, Hebe! Esteja em paz e caminhe entre flores e animaizinhos que sempre curtiu, cuidou e distribuiu em sua passagem por aqui.

Plante seu jardim

 

 

“Transforme a confusão num belo jardim: essa é sua tarefa!

Plante flores cheirosas (virtudes) para que as pessoas possam apreciá-las quando passarem pelo seu jardim (vida): isso é sabedoria!

Deixe que o perfume do seu jardim dê prazer a todos ao permitir que a doçura chegue em seus corações e a admiração em suas mentes.

Remova as ervas daninhas (negatividades) – visíveis ou escondidas – e deixe que seu jardim se torne um pomar de generosidade.”

Ho´oponopono sempre uma bênção

 

Todos têm problemas de relacionamento, com a família, os amigos, companheiros… e isso faz com que nos afastemos de pessoas que gostamos muito delas, mas que em algum ponto existe um conflito que não conseguimos superar… que torna essas relações motivo de grande sofrimento

Existem muitas coisas que nos ajudam a passar por esse tipo de problema que a vida nos apresenta, mas o Ho’oponopono, para mim, tem um lugar muito especial entre essas muitas coisas… porque, além de ser extremamente simples e poderoso… é algo que muda dentro da gente a forma como olhamos para tudo, a partir de então.

Os conflitos não deixam de existir… a diferença é que passamos a olhar de forma diferente, ao assumirmos responsabilidade. Se a culpa é do outro, fica muito mais difícil solucionar os problemas, do que quando sabemos que… tudo que atraímos para a nossa realidade é de nossa responsabilidade.

O problema deixa de ser só motivo de sofrimento e se transforma em mais uma oportunidade, em um degrau para avançarmos mais um passo… e resgatarmos relacionamentos que podem se revelam preciosos, se for o caso… ou também, se for o caso, as pessoas se vão naturalmente, sem as amarras que, mesmo afastadas as mantinham presas.

É incrível como essa mudança de postura nos dá forças para querer limpar cada vez mais as memórias equivocadas que ainda nos impedem de ter uma vida mais plena e desfrutar da companhia de pessoas que o Grande Mistério colocou no nosso caminho.

Tenho experimentado e visto Ho’oponopono operar verdadeiros milagres quando o problema é uma dificuldade de relacionar com o outro… que, na verdade, é uma dificuldade de relacionar com a gente mesmo, porque o outro está dentro de nós…

Ho’oponopono se aplica a qualquer situação onde existe um problema e uso para tudo… diante de qualquer coisa que me incomoda, seja algo bem palpável ou só um sentimento de mal-estar, uma tristeza, agitação, medo, insegurança… qualquer coisa… faço Ho’oponopono para limpar a causa.

De forma bem simples assumo responsabilidade falando:
– O que em mim está causando tal problema.
A seguir peço a Divindade para fazer a limpeza:
– Divindade, por favor, limpe em mim o que está causando tal problema e transmute em pura Luz.
E repito as frases… Sinto muito! Me perdoe! Te Amo! Sou grata!

Se for um problema de relacionamento com outra pessoa, você pode fazer assim:
-O que em mim está causando problemas no meu relacionamento com tal pessoa? (assumindo responsabilidade)
-Divindade, por favor, limpe em mim o que está causando problemas no meu relacionamento com tal pessoa e transmute em pura luz
E repita as frases… em qualquer ordem, você pode escolher falar todas ou só as que preferir.

Ho’oponopono se tornou tão natural para mim que, muitas vezes, quando algo acontece inesperado, já começo a repetir as frases sem nem passar pelo processo todo de assumir responsabilidade e fazer o pedido… sei que isso já está implícito… e funciona!
Então, penso que não existem muitas regras e que as coisas vão ficando cada vez mais e mais simples… Acho que cada um deve fazer como se sente bem fazendo…

Essa Oração da Morrnah Simeona, Criadora do Ho’oponopono Identidade Própria é muito abrangente e pode ser feita em qualquer ocasião

“Divino Criador, pai, mãe, filho em um…
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe
ofendemos, à sua família, parentes e ancestrais em
pensamentos, palavras, atos e ações do início da nossa
criação até o presente,
nós pedimos seu perdão…
Deixe isto limpar, purificar, libertar, cortar todas as
lembranças, bloqueios, energias e vibrações negativas
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz…
Assim está feito”.

 Rubia A. Dantés – site Somos Todos Um

Longevidade

Ter companhia traz longevidade, apontam estudos recentes. Um deles mostrou que solitários com mais de 60 anos têm 45% mais risco de morrer mais cedo do que os que se sentem conectados a outras pessoas

 Longevidade: segredo é manter amigos, mas também buscar a companhia de pessoas diferentes e de jovens, dizem pesquisadores. Morremos sozinhos, dizem os filósofos. Mas podemos morrer mais cedo se passarmos a vida sozinhos. Vínculos próximos com amigos e familiares podem afastar problemas de saúde e uma morte prematura, sugerem pesquisas recentes.

A solidão é um fator de risco quanto ao declínio funcional e à morte prematura em adultos que têm mais 60 anos, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em São Francisco, publicada em julho deste ano. Mais de 43% dos 1.604 participantes do estudo relataram que se sentiam excluídos, isolados e sem companhia com frequência.

Durante um período de seis anos de acompanhamento, mais de metade das pessoas que se identificaram como solitárias demonstraram dificuldades com a limpeza e a organização básica da casa e com tarefas pessoais. Descobriu-se também que elas tinham 45% a mais de risco de morrer mais cedo do que os adultos mais velhos que se sentiam mais conectados a outras pessoas. A maioria das pessoas solitárias (62,5%) era casada ou não morava sozinha – uma indicação de que se sentir solitário e estar sozinho não são a mesma coisa.

“Não é a quantidade, mas a qualidade de seus relacionamentos que importa”, disse Carla M. Perissinotto, geriatra que liderou o estudo.

“Não dá para saber quem se sente solitário. Não se trata apenas de uma velhinha que mora sozinha.”

O estudo não investigou por que as pessoas diziam se sentir solitárias acrescentou Perissinotto. “A solidão é biológica ou é socialmente mediada – o que significaria que as pessoas solitárias simplesmente não cuidam de si mesmas ou não recorrem ao sistema de saúde? Quais são os mecanismos em jogo? De quais intervenções práticas poderíamos nos utilizar? Esse precisa ser o próximo passo da pesquisa”, questionou ela.

Os efeitos da solidão para a saúde não devem ser ignorados, acrescentou ela. “As pessoas solitárias não têm a iniciativa de conversar com um médico ou com os filhos”, disse ela. “E se elas não conversarem com ninguém a respeito, ninguém vai tomar conhecimento.” Outras pesquisas descobriram que a solidão crônica está associada a problemas de pressão arterial alta , doença cardíaca coronária, diminuição da resposta imunológica, depressão , dificuldades de sono, declínio cognitivo e demência .

Até o momento, os pesquisadores ainda não compreenderam o modo como a solidão prejudica a saúde e acelera o envelhecimento, diz Louise C. Hawkley, psicóloga da Universidade de Chicago. Ela escreveu vários artigos sobre a solidão com um colega, John T. Cacioppo, com base em um amplo estudo de longo prazo sobre moradores do Condado de Cook, no Estado de Illinois. Atividade física: além de beneficiarem o corpo, os exercícios são uma oportunidade de socialização. As pessoas cronicamente solitárias – estimadas em 20% da população em geral e até 40% dos adultos com mais de 65 anos – podem ter problemas por causa da maneira como concebem as outras pessoas, disse Hawkley.

“Em vez de procurar por sinais de aceitação vindos dos outros, as pessoas solitárias ficam em alerta procurando por sinais de rejeição”, disse ela. “Se temos medo de que os outros não nos aceitem, podemos parecer indiferentes ou exigentes. Então, as pessoas se tornam mais cuidadosas quando falam conosco, a profecia do solitário se realiza e um círculo vicioso que gera a solidão se desenvolve.”

A terapia cognitiva comportamental focada na identificação e reformulação de pensamentos sociais negativos pode ajudar as pessoas que têm um senso de isolamento social, acrescentou.  A pesquisa surge em um momento em que um terço dos americanos com idades entre 45 e 63 anos está solteiro, o que indica um aumento de 50% desde 1980. O número de divórcios entre casais de meia-idade ou mais velhos também está aumentando, com um em cada quatro adultos com mais de 50 anos se divorciando, o que ameaça os vínculos com amigos e familiares.

Mudanças de endereço, doenças e a aposentadoria são eventos comuns na vida da população de meia-idade, exigindo um esforço consciente para reconstruir uma rede social, disse o Dr. George E. Vaillant, professor e psiquiatra da Escola de Medicina de Harvard.

“Da mesma forma que nos exercitamos, pagamos impostos e mantemos uma alimentação saudável, precisamos começar a substituir os amigos assim que os perdemos, particularmente quando chega a época da aposentadoria”, disse Vaillant, autor do livro “Triumphs of Experience: The Men of the Harvard Grant Study” (“Triunfos da Experiência: O Homens do Grant Study de Harvard”), baseado em uma das maiores pesquisas sobre o envelhecimento já realizadas no mundo.

Iniciada em 1938, a pesquisa monitorou a saúde física e emocional de 268 alunos de Harvard (várias dezenas dos quais sobreviveram; todos estão na casa dos 90 anos); Vaillant conduziu a pesquisa por mais de quatro décadas. O estudo mostra que os relacionamentos são o segredo do envelhecimento saudável, disse Vaillant, que aconselhou a cultivar amizades com pessoas mais jovens por conta de sua energia e do frescor de sua visão de mundo.

“É preciso se interessar em alguém diferente de si mesmo – não em passatempos, palavras cruzadas ou no mercado de ações – mas em gente de carne e osso”, disse ele.

“É por isso que o voluntariado é tão importante – a única maneira de parar de pensar no seu próprio, único e maravilhoso ego é pensar nos outros.”

O egocentrismo não foi problema para Richard Anderson, de 67 anos, morador de Arlington, Virgínia. Ele se tornou voluntário da Associação Well Spouse, um grupo de apoio, depois de muito tempo sendo o principal cuidador de sua esposa, que morreu em 2004, após décadas sofrendo de uma enfermidade debilitante. Cuidando da esposa, Anderson descobriu que as próprias doenças podem provocar isolamento.

“À medida que uma doença avança, os amigos passam a ter mais dificuldade de se relacionar conosco”, disse Anderson, bibliotecário da Universidade de Georgetown.  “E se não há possibilidade de cura, algumas pessoas não conseguem lidar com isso e se afastam.” Depois de entrar no grupo, ele conheceu cuidadores de cônjuges com quem manteve contato.

“Mesmo que percamos amigos antigos durante uma doença, ainda é possível fazer novos amigos que vão aceitar a nossa situação pelo que ela é”, disse Anderson, que desde então se casou novamente.

* Por Tara Parker Pope

New York Times

 

Adeus, Lula.

Sigo com assiduidade o blog http://www.idadecerta.com.br que é brilhante e mantém diariamente as notícias mais importantes, comentadas e colocadas de forma tranquila, com leitura rápida e simples. Com a devida autorização de seu autor, transcrevi aqui matéria que lá foi publicada, de autoria do Prof. Marco Antonio Villa, que considero muito importante e bem elaborada para tomar conhecimento e guardar como registro de um período crítico de nosso país.

NÃO DEIXE DE LER!

“A presença constante no noticiário de Luís Inácio Lula da Silva impõe a discussão sobre o papel que deveriam desempenhar os ex-presidentes. A democracia brasileira é muito jovem. Ainda não sabemos o que fazer institucionalmente com um ex-presidente. Dos quatro que estão vivos, somente um não tem participação política mais ativa. O ideal seria que após o mandato cada um fosse cuidar do seu legado. Também poderia fazer parte do Conselho da República, que foi criado pela Constituição de 1988, mas que foi abandonado pelos governos — e, por estranho que pareça, sem que ninguém reclamasse. Exercer tão alto cargo é o ápice da carreira de qualquer brasileiro. Continuar na arena política diminui a sua importância histórica — mesmo sabendo que alguns têm estatura bem diminuta, como José Ribamar da Costa, vulgo José Sarney, ou Fernando Collor.

No caso de Lula, o que chama a atenção é que ele não deseja simplesmente estar participando da política, o que já seria ruim. Não. Ele quer ser o dirigente máximo, uma espécie de guia genial dos povos do século XXI. É um misto de Moisés e Stalin, sem que tenhamos nenhum Mar Vermelho para atravessar e muito menos vivamos sob um regime totalitário. As reuniões nestes quase dois anos com a presidente Dilma Rousseff são, no mínimo, constrangedoras. Lula fez questão de publicizar ao máximo todos os encontros. É um claro sinal de interferência. E Dilma? Aceita passivamente o jugo do seu criador. Os últimos acontecimentos envolvendo as eleições municipais e o julgamento do mensalão reforçam a tese de que o PT criou a presidência dupla: um, fica no Palácio do Planalto para despachar o expediente e cuidar da máquina administrativa, funções que Dilma já desempenhava quando era responsável pela Casa Civil; outro, permanece em São Bernardo do Campo, onde passa os dias dedicado ao que gosta, às articulações políticas, e agindo como se ainda estivesse no pleno gozo do cargo de presidente da República.

Lula ainda não percebeu que a presença constante no cotidiano político está, rapidamente, desgastando o seu capital político. Até seus aliados já estão cansados. Deve ser duro ter de achar graça das mesmas metáforas, das piadas chulas, dos exemplos grotescos, da fala desconexa.

A cada dia o seu auditório é menor. Os comícios de São Paulo, Salvador, São Bernardo e Santo André, somados, não reuniram mais que 6 mil pessoas. Foram demonstrações inequívocas de que ele não mais arrebata multidões. E, em especial, o comício de Salvador é bem ilustrativo. Foram arrebanhadas — como gado — algumas centenas de espectadores para demonstrar apoio. Ninguém estava interessado em ouvi-lo. A indiferença era evidente. Os “militantes” estavam com fome, queriam comer o lanche que ganharam e receber os 25 reais de remuneração para assistir o ato — uma espécie de bolsa-comício, mais uma criação do PT. Foi patético. O ex-presidente deveria parar de usar a coação para impor a sua vontade. É feio. Não faça isso. Veja que não pegou bem coagir:

1. Cinco partidos para assinar uma nota defendendo-o das acusações de Marcos Valério;

2. A presidente para que fizesse uma nota oficial somente para defendê-lo de um simples artigo de jornal;

3. Ministros do STF antes do início do julgamento do mensalão. Só porque os nomeou? O senhor não sabe que quem os nomeou não foi o senhor, mas o presidente da República? O senhor já leu a Constituição?

O ex-presidente não quer admitir que seu tempo já passou. Não reconhece que, como tudo na vida, o encanto acabou. O cansaço é geral. O que ele fala não mais se realiza. Perdeu os poderes que acreditava serem mágicos e não produto de uma sociedade despolitizada, invertebrada e de um fugaz crescimento econômico. Claro que, para uma pessoa como Lula, com um ego inflado durante décadas por pretensos intelectuais, que o transformaram no primeiro em tudo (primeiro autêntico líder operário, líder do primeiro partido de trabalhadores etc etc), não deve ser nada fácil cair na real. Mas, como diria um velho locutor esportivo, “não adianta chorar”. Agora suas palavras são recebidas com desdém e um sorriso irônico.

Lula foi, recentemente, chamado de deus pela então senadora Marta Suplicy. Nem na ditadura do Estado Novo alguém teve a ousadia de dizer que Getúlio Vargas era um deus. É desta forma que agem os aduladores do ex-presidente.

E ele deve adorar, não? Reforça o desprezo que sempre nutriu pela política. Pois, se é deus, para que fazer política? Neste caso, com o perdão da ousadia, se ele é deus não poderia saber das frequentes reuniões, no quarto andar do Palácio do Planalto, entre José Dirceu e Marcos Valério?

Mas, falando sério, o tempo urge ex-presidente. Note: “ex-presidente”. Dê um tempo. Volte para São Bernardo e cumpra o que tinha prometido fazer e não fez. Lembra? O senhor disse que não via a hora de voltar para casa, descansar e organizar no domingo um churrasco reunindo os amigos. Faça isso. Deixe de se meter em questões que não são afeitas a um ex-presidente. Dê um bom exemplo. Pense em cuidar do seu legado, que, infelizmente para o senhor, deverá ficar maculado para sempre pelo mensalão. E lá, do alto do seu apartamento de cobertura, na Avenida Prestes Maia, poderá observar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, onde sua história teve início. E, se o senhor me permitir um conselho, comece a fazer um balanço sincero da sua vida política. Esqueça os bajuladores. Coloque de lado a empáfia, a soberba. Pense em um encontro com a verdade. Fará bem ao senhor e ao Brasil.”

por Marco Antonio Villa (historiador e professor da Universidade de São Carlos, em São Paulo)

Silêncio

“Para experimentar paz interior nós precisamos de silêncio. Pensamentos de preocupação e pensamentos sobre coisas desnecessárias provocam confusão na mente e nos afastam do silêncio interior. Tristeza, medo e dúvida removem nossa capacidade de ter coragem e fé. Precisamos entender a nós mesmos com honestidade e amor; só então podemos experimentar silêncio.”

 Dadi Janki. Into great silence, The World Renewal, September, 2012