V. reconhece um psicopata?

Psicopatas são pessoas que estão na margem psico-emocional da normalidade, mas não se iluda, apenas estão na margem. Sabem que existe a lei, porém, tem inteligência suficiente para passarem despercebidos enquanto cometem atrocidades. Psicopatas geralmente agem dentro deste espectro de ação desde a mais tenra idade e o grande mistério é que o fato de terem ou não acontecido situações emocionais graves anteriormente, não funciona como regra para que o mesmo atinja este estado.

Recentemente, tive notícias de um menino adotado por volta de 4 anos de idade que se mostrou bastante receptivo à família e também dentro do esquema afetivo-cultural proposto pela mesma. Passados exatos 4 anos da adoção, o gato da família apareceu estrangulado na cozinha e, a partir de então, inúmeras situações desta ordem foram ocorrendo na escola da criança e arredores. Neste caso específico, foi mais fácil de desvendar a trama por conta de determinadas situações que ofereceram evidências, o que também não costuma ser comum. Além disso, no pequeno histórico de vida da criança, já se constava uma série de abusos sexuais e de maus tratos, o que como foi referenciado, não necessariamente precisa ser uma regra para o desenvolvimento de um psicopata, embora até possamos pensar em ser um elemento facilitador.

De acordo com Philippe Pinel, o psicopata seria “um louco sem apresentar nenhum prejuízo intelectual”. Outras pessoas, porém, controvertem alguns pensadores observando que as ações dos psicopatas evidenciam delírio e declínio intelectual quando não há discernimento ou preocupação com regras e convenções. Eles sabem que existem, mas fazem o que querem. Reconhecidamente, não possuem o quesito “culpa” e a palavra “empatia” não consta no dicionário deles e, muito embora, até possam entender o que significa, não entram em contato emocional com o sentido.

Histórias sobre psicopatas conhecemos de monte, mas o que nos aflige talvez seja verificar a capacidade que o ser humano tem de não ser humano e ainda assim agir como tal em meio à sociedade.

Muito cuidado, porém, ao chamar alguém de psicopata. Não é incomum e certamente existem diversos graus de adoecimento neste sentido. Cabe saber ao certo que tipo de pessoa transita em sua vida e, se acaso for um psicopata, que grau de perigo você se encontra e o principal, o que fazer.

Certa vez, atendi uma pessoa que reside fora do Brasil por conta de um irmão psicopata obcecado por ela e que a violentou repetidas vezes ao longo de sua vida até que, para se proteger, mudou de cidade ficando por anos sem dar notícias. Na ocasião em que se casou, teve um filho e quando o mesmo tinha por volta de 5 anos resolveu visitar a família, na intenção de mostrar o garoto. Não satisfeito, o irmão estuprou o menino, avisando ainda que não sossegaria enquanto não a “pegasse” novamente… Obviamente, que este é um recorte de um relato imensamente maior, com inúmeras variantes e intervenções familiares, médicas e até mesmo policiais. Neste caso específico, infelizmente nada deu conta de efetivamente frear o tal psicopata irmão.
Alguns autores denominam o Psicopata como o sujeito portador da insanidade da Moral.

Nem todos cometem atrocidades físicas, porém, cometem atrocidades de ordem moral. Muitos são habilidosos em encanto pessoal e capacidade de manipulação, utilizando a mentira de modo tão espontâneo que é praticamente impossível definir quando mentem, posto que o fazem olhando nos olhos em meio a atitude totalmente neutra. O pior é que sabem que estão mentindo e sequer sentem vergonha, arrependimento, ou desprazer. Mentem como meio de sobrevivência social, sem nenhuma justificativa ou motivo.

De acordo com Schneider “A psicopatia é de essência constitucional no sentido de ser pré-existente e nada a tem a ver com vivências anteriores”.
“Psicopata é uma maneira de ser no mundo, é uma maneira de ser estável”.
E você concorda com esta frase? Conhece alguma estória que evidencia a ação de um psicótico? Qual sua opinião a respeito?

 Silvia Malamud – site STUM

PS Blog: Quantas vezes somos abordados no decorrer dos dias por pessoas que mentem sem necessidade, que inventam histórias sem sentido, que acabam prejudicando todos ao redor sem nenhuma complacência ou sentimento? Ultimamente ando muito ligada nesses sintomas e analisando bem as pessoas à minha volta, pois por ser muito benevolente, sou fácil vítima dos pretensos psicopatas de plantão. E já me vi prejudicada o suficiente para saber que existem e não são poucos. 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s