O abraço que eu quero

Hoje eu queria um abraço.

Daqueles bem apertados, de peito aberto pra eu me aconchegar e só ficar.

Não precisava nem falar nada. Só apertar e permanecer.

E então eu sentir o cheiro, o coração batendo, uma força me amparando.

Só um abraço daqueles que abre os braços e me colhe como se eu fora uma flor ou uma criança que se deixa envolver.

Eu ficaria horas assim, sem palavras, sem cansaço, com ternura e talvez com amor. Porque o amor é mais ou menos assim, leve, suave, que aperta e não afoga, que prende, mas não amarra, que fala em silêncio, que escuta sem palavras,  que afaga e não cobra, que deixa ficar e permanece. A amizade e o querer bem às vezes se vestem de amor e chega e acalanta, mesmo sem a paixão que só esquenta, mas não aquece.

Queria muito hoje esse abraço para cobrir uma carência que nem explico e talvez feita só de não estar sendo abraçada e envolvida. Um abraço que chegasse feito só de carinho e estar. Que se instalasse em meu dia e ficasse até que o sol se escondesse e as estrelas chegassem. Ficaríamos em silêncio, falando de tudo e de nada. Quem sabe até mais de nada do que de tudo.

Esse abraço sem rosto ou formato definido, é só um abraço de braços que me acariciam a alma e completam meu ser. É o invólucro do vazio que sinto sem ele.

Hoje eu só queria um abraço…….

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