Maria Madalena e o perfume precioso

madalena e jesus

A sociedade prossegue dizendo: “Isso está certo, e aquilo está errado”. Chamam a isso de consciência. Ela se fixa, fica implantada em você. Você fica repetindo isso. Isso não tem valor; não é verdadeiro. A coisa real é sua própria consciência. Esta não carrega respostas pre-definidas sobre o que é errado e o que é certo, não. Mas instantaneamente, seja qual for a situação que surja, ela lhe traz a luz – você entende imediatamente o que deve ser feito.

Jesus foi visitar a casa de Maria Madalena. Maria estava profundamente apaixonada. Ela derramou um perfume muito precioso nos pés dele – o frasco inteiro. Era um perfume bem raro que podia ter sido vendido. Judas imediatamente objetou. Ele disse, “Você deve proibir as pessoas de fazer essas coisas sem sentido. O perfume ficará estragado, e há pessoas que são pobres e que nada têm para comer. Podíamos ter distribuído o dinheiro para os pobres.”

Jesus disse: “Não se preocupe com isso. O pobre e o faminto estarão sempre aqui, mas eu terei partido. Você pode servi-los durante toda sua vida, mas eu terei partido; mas eu terei ido. Olhe para o amor, não para o perfume precioso. Veja o amor de Maria, seu coração.”

Com quem você irá concordar? Jesus parece ser muito burguês e Judas parece perfeitamente econômico. Judas está falando a respeito dos pobres, e Jesus apenas diz que partirá logo, assim deixe o coração dela fazer o que ela quiser e não traga aqui sua filosofia.”

Geralmente sua mente irá concordar com Judas. Ele era um homem bem aculturado, sofisticado, um pensador. E ele o traiu – vendendo Jesus por trinta moedas de prata. Mas, quando Jesus foi crucificado, ele começou a sentir-se culpado. É assim que um homem bom funciona – ele começou a se sentir muito culpado, a consciência dele começou a perturbá-lo. Ele cometeu suicídio.

Era um homem bom, tinha uma consciência. Mas ele não tinha consciência. Essa distinção precisa ser profundamente entendida. A personalidade é emprestada, fornecida pela sociedade. A consciência é sua realização. A sociedade ensina a você o que é certo e o que é errado: faça isso e não faça aquilo. Ela lhe dá a moral, o código, as regras do jogo – essa é sua personalidade. Do lado de fora, o policial; dentro, a consciência – é assim que a sociedade controla você.

Judas tinha uma personalidade, mas Jesus era consciente, tinha consciência. Jesus estava mais interessado no amor da mulher, Maria Madalena. Isso era uma coisa tão profunda que coibi-lo seria ferir o amor dela; ela iria afundar dentro de si mesma. Derramar o perfume sobre os pés de Jesus foi apenas um gesto. Por trás disso, ela estava dizendo. “Isso é tudo que tenho – a coisa mais preciosa que possuo. Verter água não seria o bastante; está é muito barata. Eu gostaria de derramar meu coração, eu gostaria de derramar todo meu ser….”

Mas Judas tinha somente sua personalidade: ele olhou para o perfume e disse, “Isso é valioso.” Estava completamente cego para a mulher e seu coração. O perfume é material, o amor é imaterial. Judas não conseguia ver o imaterial. Para isso, você precisa dos olhos da perceptividade, os olhos do coração.

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