Arquivo | fevereiro 2014

Guarde sua criança

Quisera nunca permitir que se fosse, aquela jovenzinha que existia cheia de sonhos, romantismo, amores e quereres.

Queria mesmo que ela permanecesse pra sempre atuando e vivendo dentro de minha alma.

Tem dias que ainda a visualizo, mas em outros a perco de vista e fico com muita saudade.

Desejo que cada um consiga segurar por muito e muito tempo seu interior infantil,

pois creio que é por aí que existe a tão falada e sonhada felicidade,

mesmo que esta venha e seja  por períodos.

criança interior

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Estresse e Estafa

 total stress

“O que as pessoas sentem quando estão estafadas é exaustão física e emocional.”

stress

Os médicos suspeitavam da existência do estresse havia muito tempo, mas só na última década tornou-se evidente que ele é a principal causa de enfermidades e até mesmo de mortes. O estresse está associado a quase todas as doenças, dos problemas de coração e hipertensão ao câncer, passando pelo diabetes, distúrbios metabólicos e disfunções hormonais.

Mas o que é o estresse? O dr.Hans Selye foi o primeiro a emprestar um aspecto fisiológico ao termo, definindo-o como uma resposta não específica do organismo a qualquer exigência.

Ele descreveu uma “síndrome de adaptação genérica” na qual o corpo reage a qualquer estímulo ameaçador por meio de uma seqüência de mudanças internas previsíveis, inclusive a liberação de certos hormônios.

Trata-se da mesma reação que apresentamos quando nos vemos fisicamente ameaçados. Os seres humanos e os animais desenvolveram essa reação como mecanismo de proteção. É ela que permite a todos os organismos a adaptação às mudanças do meio ambiente.

Embora Selye pensasse que essa série de reações previsíveis surgisse na presença de “agressores”, fossem eles físicos ou psicológicos, parece que não é bem esse o caso.

Hoje em dia, os cientistas acreditam que os organismos possuem respostas bem específicas e individualizadas contra as ameaças externas. Atualmente, a definição-padrão de estresse se aproxima daquilo que as pessoas pensam quando aplicam o termo a si mesmas: “Estresse é o acúmulo de pressões normais e anormais da vida diária com as quais o indivíduo tem de lidar”. Qualquer um que despenda energia com a agitação, o barulho e o caos da vida moderna sabe o que isso significa.

Entretanto, o estresse não é algo externo, mas está dentro de nós. De acordo com o dr. Daniel X. Friedman, autoridade no assunto, ” o estresse é o efeito conjunto produzido pelo corpo e a mente diante da sensação de ameaça, ou seja, uma reação instantânea. Esse processo é desencadeado pela percepção da ameaça, e não por um evento concreto. A percepção depende do temperamento de cada um e de suas experiências anteriores”. Os grifos são meus, e têm a finalidade de ressaltar a natureza subjetiva do estresse. O dr. Friedman também afirma que as respostas a ameaças externas são individuais e dependem dos “níveis anteriores de estímulo e da capacidade de adaptação. Níveis adequados de estresse ajudam o indivíduo a se adaptar, mas o estresse inadequado tem como única conseqüência o surgimento da doença”.

Vejamos alguns exemplos. As situações de estresse mais lembradas são o divórcio, a morte de um ente querido, perda de dinheiro e posses, desemprego, a doença de um parente próximo e as críticas recebidas de outras pessoas. Entretanto, essas situações não são intrinsecamente estressantes. A verdadeira causa do estresse é o medo: medo do divórcio, de perder uma pessoa querida ou o emprego, o medo de ser criticado. Nem mesmo a morte iminente é em si um fator de estresse, mas sim o medo de morrer. Mais uma vez deparamos com padrões de pensamento que induzem a alterações neurológicas e bioquímicas. O estresse flui da mente para o corpo.

Atualmente, dispomos de vários dados que revelam as alterações hormonais e químicas resultantes de situações de estresse. Sabemos, por exemplo, que o nível de cortisona, um hormônio secretado pelas glândulas supra-renais, aumenta quando a pessoa precisa passar por uma cirurgia. O estudo mais acurado desses casos, porém, mostrou que não é a cirurgia a responsável por essa elevação, mas a expectativa que ela cria no paciente. Várias pesquisas também já demonstraram que as taxas do hormônio de crescimento aumentam quando os estudantes fazem provas ou quando assistem a cenas violentas ou de sexo explícito no cinema. O mais significativo é que esses estudantes apresentavam a mesma resposta orgânica se pensassem em tarefas exaustivas ou se tivessem de enfrentar experiências que produziam angústia e ansiedade.

Além desses, há outros hormônios cujos níveis aumentam em situações semelhantes, entre eles a epinefrina, norepinefrina e a prolactina (produzida pela hipófise). Todos esses exemplos provam que o estresse opera através da conexão psicofisiológica: um pensamento resulta na secreção de um hormônio, ou grupo de hormônios, que, por sua vez, causam várias alterações metabólicas e fisiológicas. Em outras palavras, a pessoa sente uma ameaça, o cérebro a registra enviando sinais que desencadeiam a liberação de hormônios, e estes enviam mensagens aos órgãos que precisam reagir. E essa reação, que pode induzir todo o corpo a uma atitude enérgica, acontece em uma fração de segundo.

A principal manifestação anormal do estresse é a doença. Uma vez que a doença envolve uma série de alterações ao longo do tempo, devemos dizer que o estresse é um processo de doença cujos efeitos se acumulam no corpo.

Esse processo pode resultar em hipertensão em uma pessoa e úlceras em outra. Ou então ele se manifesta por meio de sintomas não-específicos que constituem o que se chama de estafa.

O que as pessoas sentem quando estão estafadas é exaustão física e emocional. Entre os sintomas físicos estão a fadiga, a insônia, dores de cabeça, dores nas costas, má digestão, falta de ar, resfriados constantes e perda ou ganho de peso não desejados. A pessoa com estafa começa a se sentir entediada, irrequieta, estagnada e deprimida.

Passa o dia racionalizando o próprio comportamento ou engajando-se em atividades e pensamentos obsessivos. Ao contrário dos indivíduos saudáveis, abertos para a vida, mostra-se rapidamente irritada, não consegue compartilhar alegrias com ninguém e reage às situações do dia-a-dia de modo cínico, defensivo e crítico. A fim de se sentir um pouco mais relaxada, é comum se tornar dependente do álcool ou das drogas.

O estresse também pode ser fatal. A mais nova e surpreendente descoberta sobre o estresse é que ele deprime o sistema imunológico.

Quando alguém vive sob estresse crônico, a produção de células “assassinas”, os linfócitos-T e macrófagos, é inibida. É provável que essa inibição aconteça devido ao excesso de cortisona e outros hormônios, observado em pessoas estressadas. Uma vez que essas células assassinas são responsáveis pelo combate a infecções e outras doenças, é possível que tenhamos encontrado a conexão entre estresse e o desenvolvimento de disfunções como pneumonia e câncer.

O estresse tem alguma finalidade? Algumas pessoas afirmam que o estresse é necessário para seu desempenho. Com isso, querem dizer que precisam do estresse para competir e ser bem-sucedidas em meio à agitação em que vivem. Vários artigos afirmam a mesma coisa, ou seja, que um pouco de estresse é bom, mas muito estresse, especialmente do tipo errado é péssimo. Considero esse ponto de vista um equívoco. Todos os seres vivos possuem mecanismos inatos que lhes permite crescer e se adaptar. O girassol acompanha o Sol porque dispõe de um mecanismo interno que determina esse comportamento. Sabiamente, nos dias nublados, o mecanismo não funciona.

As adaptações são necessárias e naturais, e o ser humano é a espécie mais dotada de mecanismos de adaptação.

As pessoas perfeitamente saudáveis têm reações naturais e saudáveis para todas as situações, como, por exemplo, não fazer nada, mostrar-se pacientes e saber quando descansar.

Contudo, quando exigimos demais de nós mesmos, interferindo nas reações naturais que nos são intrínsecas, os problemas surgem. O estresse se acumula quando não agimos de acordo com nossa sabedoria interior. Dizer que não precisamos de maisestresse na forma de comportamento mais “agressivo” é o mesmo que afirmar que devemos nos ajustar às anormalidades da tensão, do excesso de competição e da pressa constante. Esse tipo de observação é um exemplo óbvio da falta de confiança na inteligência do corpo. O “controle do estresse” só será bem-sucedido se não houver controle. Somos dotados de uma infinidade de reações que nos guiam pela vida afora, e, se não houver interferência, elas são suficientes para toda e qualquer situação. No entanto, para funcionar de acordo com as intenções da natureza, essas reações devem ser coordenadas instantaneamente. A mente toma decisões, mas o mesmo acontece com o coração, com os hormônios, com todas as células e com o DNA. Quando todo o organismo funciona em harmonia, a conseqüência é a saúde perfeita e a inteligência natural, que acentua o prazer de viver. Tudo o que precisamos para ter uma vida assim é nos livrarmos do estresse, e, para isso, o mais importante é adotar uma postura de relaxamento e confiança.

Essas são as várias manifestações do estresse. A chave para sua superação também está na mente, o centro de todos os pensamentos e de todas as funções orgânicas que têm origem no pensamento. Vamos descobrir que a maior parte da controvérsia atual sobre o controle do estresse fica desprovida de sentido quando voltamos nossas baterias para o nível mais profundo de saúde.

Texto do livro: O caminho para o amor
Autor: Deepak Chopra

 

 

 

 

Esvazie a mala

Malas vazias, sandálias novas

Pessoas que não conseguem desapegar-se das coisas que acumulam na vida deixam de aproveita-la porque não conseguem livrar-se de suas pesadas bagagens.
Em minhas viagens, costumo encontrar muitas pessoas que não curtem a jornada porque estão preocupadas demais com sua imensa bagagem. O mesmo acontece com as pessoas que não conseguem desapegar-se das coisas que acumulam na vida: bens, cargos, posições e até mesmo relacionamentos. Elas, com freqüência, deixam de aproveitar a vida porque não conseguem livrar-se de suas pesadas bagagens.
A ruptura de um relacionamento, por exemplo, não é nada fácil, embora em geral, no começo da relação, tudo seja muito simples e gostoso. Estamos, normalmente, tomados pelo delicioso anestésico da paixão. Lidar com o fim de uma relação, porém, é coisa que poucos sabem – embora todos nós possamos aprender.
A melhor história de desapego que conheço aconteceu com um casal de amigos meus. Certo dia, eles me convidaram para uma festa. Ao chegar, vi que se tratava de uma ocasião especial: decoração caprichada, banda de música, todos os amigos e familiares presentes. Lá pelas tantas, para surpresa geral, o casal anunciou que a festa era em comemoração de sua despedida. Estavam celebrando o fim de um ciclo de sua vida após dezessete anos de união. Em um discurso, explicaram:
– Para que a planta nasça, é preciso matar a semente. Para que o fruto exista, é preciso morrer a florada. A borboleta só surge com o desaparecimento da lagarta. O ser humano não existe sem o embrião e só vinga com a transformação do óvulo. Estamos morrendo para esse relacionamento, porém sinceramente preocupados e comprometidos em nascer para outros muito melhores, em que possamos doar o máximo de cada um de nós! Por favor, não fiquem tristes com nossa separação porque os amigos do coração nunca se separam.

Eles decidiram separar-se quando perceberam que estavam mais

preocupados em anular a alegria um do outro do que em ser felizes.

Se, para serem felizes, era importante transformar essa relação, eles dariam esse passo.

Até mesmo para manter a amizade.

Que coragem, não?
É muito raro que alguém admita diante do parceiro que está casado por causa do conforto e não tem mais coragem de enfrentar a própria vida.
Se meu casal de amigos insistisse em seu relacionamento, provavelmente acumularia infelicidades e não poderia aproveitar os diversos passarinhos do amor que ainda surgiriam.

Por isso, não tema deixar para trás as coisas que já morreram.

Elas são como uma bagagem que não é mais necessária.

Somente nossa experiência de vida e nosso desejo de criar uma existência cheia de significado são tesouros leves para carregar.

Roberto Shinyashiki

Rumo na vida

Tem imagens que recolhemos na internet e não constam autoria.

Mas são palavras tão bem situadas e sentimentos tão de cada um que fica impossível não reproduzir para guardar para sempre.

Na verdade ainda não estou bem consciente ou aceitando com força e vontade

tudo o que se passa na minha caminhada, mas a alternativa é seguir em frente e

tentar realmente que os dias iguais sejam vividos com formas e enfoques diferentes.

E muito importante que ao final se possa dizer que tudo valeu a pena.

Até porque se não for esta a conclusão a vida não terá tido sentido e tudo será um vazio muito grande.  

E caminhar por este espaço sem fim pra cair no vazio é inaceitável. 

perto ou longe

O Segredo da Saúde mental e corporal

Louise L. Hay –  professora de metafísica e autora de 14 best sellers, traduzidos para vinte e três idiomas e distribuídos para 30 países.
Estou relendo e mantenho na cabeceira, um de seus livros mais famosos “V.Pode Curar sua Vida”.  – Comprei uma das primeiras edições, há muitos anos, quando ainda morava em SP.  Lembro-me que o emprestei para um amigo e, como geralmente acontece, livro que se empresta não volta (por isto não gosto de emprestar quando gosto muito do livro). Agora, morando no interior, outro dia entrei num brechó e encontrei o livro novamente que pulou aos meus olhos. Vale a pena o contato com esta sábia escritora que, desde 1981 vem ensinando milhares de pessoas a descobrir e usar o pleno potencial de seus próprios poderes criativos para a autocura e a evolução espiritual.

livro v. pode curar

“O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado,

não se preocupar com o futuro,

nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente.”

Buda

mandala verde para saúde

(Mandala verde para saúde física e mental)

Se você deseja obter uma saúde melhor, há sem dúvida algumas coisas que não deve fazer: não se zangue com seu corpo nem se queixe dele por nenhum motivo. A raiva é uma afirmação poderosa que diz ao seu corpo que você o detesta ou detesta algumas partes dele. Suas células estão sempre atentas a cada um dos seus pensamentos.

Pense em seu corpo como um funcionário que trabalha ao máximo para manter você em perfeita saúde, independentemente de como você o trate.

Seu corpo sabe se curar.

Se você lhe der alimentos e bebidas saudáveis, exercício, suficientes horas de sono e tiver pensamentos positivos, o trabalho será fácil. As células estarão trabalhando em uma atmosfera feliz e saudável.

Mas se você ficar diante da tevê, empanturrando-se de comida gordurosa e refrigerante, se não dormir o suficiente, se viver resmungando e se irritando o tempo todo, as células do seu corpo estarão trabalhando numa atmosfera desfavorável. Se este é o seu caso, não admira que seu corpo não seja tão saudável quanto você gostaria.

Você nunca criará uma boa saúde falando das suas doenças ou ocupando seu pensamento com elas.

A boa saúde é resultado do amor e da admiração.

não se ausente

Você deve tratar seu corpo com o máximo de amor.

Fale com ele e o elogie de forma carinhosa.

Se uma parte do seu corpo está doente ou sente algum desconforto, trate-a com o cuidado que teria com uma criança adoentada. Diga-lhe o quanto a ama e que está fazendo o que pode para ajudá-la a se recuperar rapidamente. Se você estiver doente, não basta ir ao médico para que este lhe prescreva remédios. Seu corpo está lhe dizendo que você anda fazendo algo que o está prejudicando. É preciso aprender mais sobre saúde – quanto mais você souber, mais fácil será cuidar do seu corpo.

Não escolha se sentir uma vítima.

Se fizer isso, estará abrindo mão do seu poder.

Leia um dos muitos bons livros que ensinam como nos mantermos saudáveis ou vá a um nutricionista para montar uma dieta preparada especialmente para você. Mas, faça o que fizer, crie uma atmosfera mental saudável e feliz. Seja um participante ativo do seu próprio projeto de saúde.

Acredito que criamos cada uma das doenças do nosso corpo.

O corpo, assim como tudo o mais na vida, é um espelho dos nossos pensamentos e crenças. Ele está sempre falando conosco; para ouvi-lo, basta que dediquemos tempo e atenção. Toda célula do corpo reage a cada pensamento nosso e a cada palavra que dizemos.

Padrões contínuos de pensamento e fala produzem comportamentos corporais e estados de espírito, produzem saúde ou doença. Quem está permanentemente com uma expressão carrancuda não ficou assim por ter pensamentos alegres e amorosos. Os rostos e corpos das pessoas de mais idade mostram claramente quais foram os padrões de pensamento de uma vida inteira.

Aprenda a aceitar que sua vida não é uma série de eventos ao acaso e sim uma jornada de crescimento. Se você viver todos os dias com esta consciência, nunca envelhecerá, apenas continuará a se desenvolver.

Então mude seu modo de pensar agora e vá em frente!

Você está no mundo por um motivo importante e tudo de que precisa está ao seu alcance.

Você pode optar por ter pensamentos que criem uma atmosfera mental que contribua para a doença ou por ter pensamentos que criem uma atmosfera saudável tanto dentro de você quanto à sua volta.

Louise Hay

– texto publicado por  José Batista de Carvalho –  Universo Natural

Rugas Irretocáveis

Achei este poema em meus guardados de anos atrás. Desconheço a autoria, mas é de uma realidade e de uma semelhança comigo que tive de aqui registrá-lo. Confesso que armei pequenas alterações no que diz respeito a idade apresentada. A mulher que escreveu era mais jovem e também não tenho cabelos loiros pintados por ter decidido há muitos anos adotar o natural branco que, por sinal, acho muito bonito. Lembro-me que comecei a embranquecer quando, aos 43 anos, soube que ia ser avó. Na época, minha filha que assim me premiou, tinha 15 anos. As rugas foram surgindo com o decorrer do tempo, o que é inevitável mesmo. E por uma ocorrência não muito feliz deste último ano, elas aumentaram numa proporção que até me espanto.  Mas tudo isto é e faz parte da vida.

mulher com rugas

 rugas

Tenho cabelos loiros pintados, 
para esconder os fios brancos. 
Não me lembro exatamente em que ano eles começaram a branquear.
Tenho algumas rugas em volta dos olhos, 
mas também não me recordo 
quando elas começaram a aparecer.
Tento disfarçá-las, 
tantas novidades no campo da dermatologia, 
achei por bem aproveitá-las.
Do corpo não cuido quase, 
só recentemente entrei para uma academia por ordem médica.
Ele me disse que na minha idade preciso de exercícios. 
Mas, falto mais do que vou, não gosto de fazer ginástica
Das minhas unhas cuido semanalmente, 
penso que elas são uma porta de visita. 
Unhas maltratadas causam uma péssima impressão.
De uns dois anos pra cá descobri os cremes, 
ai compro um aqui outro ali e no final não uso. 
Porém, só de olhá-los na prateleira, 
percebo que as rugas se retraem. 
Mantenho a vaidade, 
entretanto não em excesso, 
penso que na medida certa para uma mulher
Enfim os anos passam e as marcas que eles deixam em nós,
não temos como conter. 
Nem pretendo isso.
Penso que cada marca que meu corpo carrega, 
tem uma linda história.
Às vezes me pego na frente do espelho,
vejo uma nova pequena ruga 
e já me coloco a calcular o que a causou.
Depois reencontro com outra 
que já está lá vincada há anos 
e me recordo quando ela apareceu.
Poderia enumerar também a história 
de cada fio de cabelo branco. 
Foram pais, filhos, marido, amigos… que colocaram ali. 
Não quero me desfazer de nenhuma dessas marcas, apenas amenizá-las. 
Mereço isso. A vida me deve isso.
Hoje a parte que merece mais a minha atenção, tem sido a cabeça. 
Tento, todos os dias, colocá-la no lugar, 
equilibrá-la, alimentá-la com sonhos e alegrias. 
Corpo e mente caminham juntos. 
Se um estiver em estado lastimável,
o outro provavelmente vai se deteriorar.
Não escondo minha idade. 
Não adiantaria falar que tenho cinquenta e cinco
e apresentar uma filha de quarenta e dois.
Portanto confesso: 
Tenho sessenta e sete anos. 
Metade deles bem vividos, 
a outra metade muito sofridos
É aí que está o encanto da minha idade. 
Conheci de tudo um pouco, 
das lágrimas aos sorrisos e ambos me fizeram ser essa pessoa que sou agora. 
Ficaram as rugas no rosto e na alma, 
contudo ficaram sorrisos em ambos. 
Minhas rugas mais bonitas 
são aquelas marcas de expressão 
que eu adquiri de tanto sorrir, 
muitas vezes quando o coração chorava.