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Vida que se renova

FELIZ ANO NOVO!

feliz ano novo

Há dias e dias que pelas madrugadas fico pensando, pensando e escrevendo em pensamento. Tenho tanta coisa pra falar, mas não tenho conseguido sentar aqui e registrar. Agora me sentei, um copo de suco de uva ao lado e vamos conversar um pouquinho.

 

Um novo ano se aproxima e preciso deixar falado que este ano que já se coloca no horizonte, partindo pra sempre, não foi dos mais fáceis pra mim. Passei por períodos de muito medo, de muita insegurança, de muita dor física e emocional, mas consegui atravessá-lo por inteiro e sem perder a esperança de que novos dias estão chegando com surpresas agradáveis, momentos de paz e amor para todos os que amo.

 

Apesar das dores, tive prazeres enormes conhecendo pessoas maravilhosas que me cercaram e conviveram comigo dia a dia, tanto pessoal como virtualmente.

Sim, porque hoje a gente consegue conhecer, conversar e conviver, mesmo virtualmente, com a mesma sensação de presença física.

 

Conheci pessoas que se dedicam a cuidar de outros com sorrisos e palavras de entusiasmo;

– pude me encontrar com gente que é poeta, que escreve textos belíssimos que é algo que sempre admirei muito;

– pude me aproximar de gente que é artista de alma, que pinta, escreve, canta e encanta;

– conheci outras que têm uma vida semelhante a minha, que cuidam de animaizinhos amados, moram em uma casa simples, mas cheias de amor e esperança, com as quais estreitei laços que serão de amor para sempre;

– conversei com muita gente que me fez muito bem espiritualmente, que me animou em momentos complicados;

– tive visitas de pessoas lindas que só conhecia por aqui e que vieram me ver e até trouxeram mimos para me alegrar e como forma de nos conhecermos pessoalmente;

– tive a graça de contar com a ajuda de pessoas queridas, até chegadas familiarmente, mas que me surpreenderam com a solidariedade e carinho que se demonstram em atitudes;

– tive a oportunidade de contar com amigos sinceros e com presença constante, que se preocuparam em fazer e trazer comidinhas que pudessem me agradar e fazer bem, que foram comigo até subir em árvores pra colher folhas de chá que me ajudariam.

 

Tudo isto não tem preço. Não tem forma de se agradecer. Tenho só mesmo de abençoar a cada um, pedindo a Deus que lhes dê o retorno de todo este bem que me fizeram. 

Por este aspecto foi um ano lindo. Minhas experiências de saúde não foram  das melhores, mas trouxeram consigo momentos muito especiais.

 A VIDA é isto!

Coisas tristes que trazem em seu bojo também a alegria.

A compensação sempre acontece.

E isto é muito importante.

Viver o dia a dia, sem perder os melhores momentos.

Chorar para aprender a sorrir cada vez mais e de forma completa.

Se não tivesse chuva não teríamos a possibilidade do arco-íris com suas cores divinas e incomparáveis.

Sempre falei e agora posso repetir com certeza que quem não sabe chorar não pode aprender a sorrir.

Quem não passa por experiências complicadas não consegue encarar fatos simples.

 

Aprendi nessa caminhada a me desapegar de coisas materiais que não conseguia antes. Foi um aprendizado pra eu nunca mais dizer de boca cheia que a coisa mais importante da vida é o dinheiro, pois com ele existindo até cuidar da saúde é mais fácil.

Doce ilusão.

 

Afinal tudo é importante. Cada coisa tem seu valor e sua colocação no espaço desta vida. Isto é o VIVER.

Isto é o caminhar que se inicia no útero da mãe e vai nos conduzindo como numa formação de elos, cada fato se juntando aos outros, cada dia proporcionando novos acontecimentos que se juntam e que recebe o nome de VIDA.

 

E é muita VIDA – completa, com grandes surpresas, com lágrimas e sorrisos, com dores e

amenidades, com a condição de conhecer pessoas que enriquecem cada dia e fazem valer a

pena, com todos os jogos de perdas e ganhos, com todos os elos que compõem esta grande

sinfonia – muita e muita VIDA é o que desejo a todos que fizeram e fazem parte da minha.

 

 ramal

Amigo


amigos do destino

‎… Amigo não tem cor, raça, sexo, amigo não tem idade…

Quando  está com amigos, v. está consigo mesmo, não importa o tempo.

Pode ser um minuto, ou podem ser horas.

V. tem que fazer os minutos parecerem horas e horas parecerem minutos,

dado o estado de prazer que eles proporcionam…

Queria eu poder estar apenas um minuto por dia com meus amigos,

queria eu poder,

mesmo que de longe, ver meus amigos…

Então, não deixe as diferenças atrapalharem suas amizades…

Amigo não tem cor, raça, idade ou sexo…

Amigos têm almas em comum..

O abraço que eu quero

Hoje eu queria um abraço.

Daqueles bem apertados, de peito aberto pra eu me aconchegar e só ficar.

Não precisava nem falar nada. Só apertar e permanecer.

E então eu sentir o cheiro, o coração batendo, uma força me amparando.

Só um abraço daqueles que abre os braços e me colhe como se eu fora uma flor ou uma criança que se deixa envolver.

Eu ficaria horas assim, sem palavras, sem cansaço, com ternura e talvez com amor. Porque o amor é mais ou menos assim, leve, suave, que aperta e não afoga, que prende, mas não amarra, que fala em silêncio, que escuta sem palavras,  que afaga e não cobra, que deixa ficar e permanece. A amizade e o querer bem às vezes se vestem de amor e chega e acalanta, mesmo sem a paixão que só esquenta, mas não aquece.

Queria muito hoje esse abraço para cobrir uma carência que nem explico e talvez feita só de não estar sendo abraçada e envolvida. Um abraço que chegasse feito só de carinho e estar. Que se instalasse em meu dia e ficasse até que o sol se escondesse e as estrelas chegassem. Ficaríamos em silêncio, falando de tudo e de nada. Quem sabe até mais de nada do que de tudo.

Esse abraço sem rosto ou formato definido, é só um abraço de braços que me acariciam a alma e completam meu ser. É o invólucro do vazio que sinto sem ele.

Hoje eu só queria um abraço…….

“ISTAMBUL, MINAS GERAIS”

Postado em 28 de fevereiro de 2009 – Blog Estrela Binaria (Antonio Carlos Augusto Gama)

Para a Sonia (com pedido de perdão pelas caneladas)

“Eu gostaria muito de escrever assim toda a história da minha vida — como se minha vida tivesse acontecido a uma outra pessoa, como se fosse um sonho em que eu sentisse a minha voz sumir e a minha vontade sucumbir ao encantamento. Por mais que a considere linda, acho a linguagem da epopéia inconvincente, pois não consigo aceitar que os mitos que contamos acerca do começo de nossas vidas nos preparem para as segundas vidas mais autênticas e brilhantes a que precisamos dar início assim que despertamos. Porque — pelo menos para pessoas como eu — essa segunda vida é nada menos do que o livro em suas mãos. Por isso, preste muita atenção, caro leitor. Vou lhe falar com franqueza, e em troca quero pedir a sua compaixão” (Istambul: memória e cidade, Orhan Pamuk).

“Istambul sempre me atraiu.

De início pela simples sonoridade da palavra, depois pelo que fui sabendo a respeito dela nas aulas de História (antiga Constantinopla, sede do Império Bizantino, cuja queda marca o fim da Idade Média etc etc) e, sobretudo, ao ler novelas policiais e assistir a filmes idem, em que a cidade era palco de mil aventuras, nas quais se envolviam espiões, assassinos, detetives, mulheres enigmáticas e fatais. Personagens, ruas, becos, casas e edifícios, o encontro do Oriente com o Ocidente, o Bósforo, com suas águas profundas e negras, singradas por navios misteriosos e suspeitos.

Tão logo me deparei com o livro Istambul: memória e cidade (e sua melancólica e linda capa) do escritor Orhan Pamuk, Nobel de literatura em 2006, que nasceu e passou a maior parte de sua vida lá, tratei de comprá-lo e nele mergulhei. Aliás, Orhan Pamuk se exilou nos EUA em razão das ameaças que passou a sofrer depois que teve a coragem de falar sobre o episódio maldito e proibido para os turcos, que é o massacre de armênios.

Costumo ler vários livros simultaneamente, saltando de um para outro, sem me confundir ou perder a atmosfera de cada um (faço o mesmo com os canais da TV, e minha mulher briga comigo, dizendo que isso é coisa de maluco). Por isso, embora já tenha terminado a leitura há algum tempo, só agora me ocorreu fazer este registro e recomendar o livro.

Tenho quase a mesma idade de Orhan Pamuk, e suas reminiscências afetivas sobre o Edifício Pamuk, cujos andares abrigava toda a sua família (rica, mas em processo de decadência), suas visitas ao apartamento da avó, com seus móveis antigos, seus tapetes, suas salas fechadas, as fotografias espalhadas por todos os cantos, os vasos e enfeites intocáveis, a solidão e a imaginação do menino Orhan, tentando compreender o mundo que o cercava, me provocaram um retorno proustiano à casa dos meus avós maternos, onde passei parte da primeira infância.

                         Istambul, Turquia, e Guaxupé, sul de Minas, Brasil. Lugares tão distantes, meninos tão parecidos, circunstâncias e sentimentos tão próximos!

                         Essa busca do tempo perdido reavivou-se hoje com outra madeleine, que foi uma troca de e-mails com uma sobrinha da minha avó materna, a quem sempre considerei como prima em primeiro grau, já que também somos quase da mesma idade. Apesar disso, convivemos pouco, pois sempre moramos em cidades diferentes e só nos encontrávamos esporadicamente. 

                        Retomamos o contato pela internet e ela, tendo visitado este blog, deixou nele um comentário carinhoso e me enviou e-mail cheio de recordações, entre as quais uma que me faz corar de vergonha (e de que juro não me lembrar): diz ela que vivia com as canelas roxas pelos pontapés que eu lhe dava, quando éramos pequenos.

                         Logo eu, que me achava um gentil infante!

Muito dessa impressão (que parece agora ser falsa) de menino bem comportado e circunspecto, que também me unia ao pequeno Orhan de Istambul, decorre de uma mania da minha avó materna, Dona Gessy, que adorava me empetecar com uns terninhos de linho engomado (pobre de mim), com monogramas por ela mesma bordados com todo o capricho no bolso, e me levar consigo nas visitas às amigas.

As madames ficavam a conversar, tomar chá, comer bolinhos e jogar baralho por longas horas, enquanto eu ─ para orgulho da vovó ─ mantinha um comportamento impecável, de um verdadeiro rapazinho e cavalheiro, sem tocar em nada que pudesse ser quebrado. Mergulhava então em mim mesmo, e minha imaginação campeava livre, inventando coisas e brincadeiras íntimas, para passar o tempo e fugir da chatice.

De vez em quando, ou ao nos despedirmos para ir embora, algumas das madames me derramavam elogios, me apertavam as bochechas ou me enchiam de beijos molhados e piniquentos, que me deixavam a cara lambuzada e marcada de batom.

                         Talvez depois descontasse tudo isso nas canelas da pobre prima.”

Sonia Kahawach14/04/09 at 16:02 – Resposta

Depois de um pedido de desculpas assim e uma homenagem dessas, não tem canela que possa se manter dolorida. Fico sinceramente lisonjeada e creio que no meu e-mail coloquei muito do carinho que lhe mantenho e que demonstra que os pontapés fazem parte de um passado muuuuito passado. Bjs. 

 Eu tenho que deixar aqui registrada a troca de e-mail que mantenho com um primo muito querido, intelectual, grande escritor, mente brilhante, por quem tenho enorme admiração e carinho, dono do blog Estrela Binaria, visita obrigatória para quem curte poesias/crônicas/contos/comentários sobre músicas, escritores e outras criações. E ainda sempre me brinda com seus comentários aqui.

Como minha intenção básica com este meu blog era registrar tudo o que possa ser interessante e importante pra mim, não poderia me furtar a transcrever esse post que ele publicou em 2009 e hoje me relembrou porque lhe enviei matéria sobre Istambul – que ele tanto admira.

Ele é tão especial que conseguiu caminhar, com maestria em seu texto, da longínqua Turquia até Guaxupé/Sul de Minas.

Passei lindas e gostosas férias nessa cidadezinha localizada próxima de Poços de Caldas, onde fui criada. Ele recordou no texto um período quando tínhamos eu uns 8 a 9 anos e ele era um garotinho com uns seis ou 7 anos, pois não me lembro bem qual a diferença que temos. Apesar das caneladas (rsrs), brincamos muito naquela época quando ainda se tinha uma real infância de brincadeiras de rua, de imitação de faroeste e tivemos dias muito divertidos e tão bons que ficaram na lembrança para sempre. 

In Memorian

 

Neste post tenho de contar uma pequena história. O acróstico foi feito em 1965, quando eu tinha 18 anos e era ainda namorada do Renato. Casamos em 70,  após 7 anos de namoro, tivemos duas filhas maravilhosas e, apesar de não termos conseguido levar  o casamento em frente, nos divorciando quando as meninas eram ainda pequenas (6 e 4 anos), fomos grandes amigos pela vida afora.  Nunca deixamos de nos falar, éramos como fiéis depositários da vida um do outro, trocando impressões, relembrando o passado e até rindo muito dos fatos que tínhamos passado juntos.  Nos últimos anos, depois que vim morar no interior, ele era sempre hóspede querido em casa, quando vinha também ver a filha mais nova e os três netos. Foi uma pessoa muito especial em minha existência. Posso dizer mesmo que foi o grande amor de minha vida. Infelizmente cada um de nós tem um final um dia. E ele se foi para outros planos em junho/11, deixando um buraco sem fim em nossas lembranças e uma grande saudade. Fica aqui minha homenagem póstuma a ele que estará sempre presente em nossos pensamentos. 

Raiar de sol

Encanto maravilhoso

Nasci pra te amar

Amei-te para viver e

Todo meu ser

Orgulha-se por te adorar

Romance enternecedor

Intrincando-se em meu existir

Amor querido

Nada fará fenecer o calor que

Infiltrado se encontra em meu sentir.

O símbolo do INFINITO fizemos constar de nosso convite de Noivado em mai/1969

Dia do Amigo

Foi uma delícia receber inúmeras mensagens, uma mais linda que a outra, pelo Dia do Amigo. É uma ternura que a gente guarda lá no fundinho do coração. Dentre elas consegui gravar uma que coloco aqui, muito linda e dedico a todos os meus amados amigos.

Dia da amizade

Hoje é dia da amizade?
E a amizade tem dia?
Se fosse por mim,
Eu faria todo dia:
Festa, guirlanda de flores,
Pintaria sóis,
Inventaria cores,
Pra ter junto de mim
Milhões de amigos,
Rindo de coração.Subiria no arco-íris,
Faria palhaçada,
Pra ouvir dos amigos,
Uma boa gargalhada.
Queria ver nos olhares o brilho,
O encanto, a música, a dança,
Pra fazer sair
De cada amigo a criança,
Que somente quer brincar,
Sem se preocupar,
Se a roupa tá suja ou rasgada,
Se a cara tá limpa ou lambuzada,
Se o carrinho é de plástico ou madeira,
Se a boneca é de pano ou de cera…
Se o amigo é real ou virtual,
Isso seria bem igual.
Queria mesmo ver a pureza,
Olhares de esperança,
Risos mil,
Ecoando por toda a terra,
Enchendo o mundo de alegria.E inventaram o dia do amigo?
Então, que seja hoje proibido:
Ficar triste, ficar doente,
Não dizer nada, estar descontente,
O silêncio, o mau-humor.
A lágrima fica autorizada,
Se ela for de emoção.
Fica liberado o amor,
O abraço-amigo bem forte,
Correndo do sul ao norte,
Nos unindo, ligando o mundo,
Numa corrente perfeita,
Celebrando e selando,
Este elo de amor.