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Esvazie a mala

Malas vazias, sandálias novas

Pessoas que não conseguem desapegar-se das coisas que acumulam na vida deixam de aproveita-la porque não conseguem livrar-se de suas pesadas bagagens.
Em minhas viagens, costumo encontrar muitas pessoas que não curtem a jornada porque estão preocupadas demais com sua imensa bagagem. O mesmo acontece com as pessoas que não conseguem desapegar-se das coisas que acumulam na vida: bens, cargos, posições e até mesmo relacionamentos. Elas, com freqüência, deixam de aproveitar a vida porque não conseguem livrar-se de suas pesadas bagagens.
A ruptura de um relacionamento, por exemplo, não é nada fácil, embora em geral, no começo da relação, tudo seja muito simples e gostoso. Estamos, normalmente, tomados pelo delicioso anestésico da paixão. Lidar com o fim de uma relação, porém, é coisa que poucos sabem – embora todos nós possamos aprender.
A melhor história de desapego que conheço aconteceu com um casal de amigos meus. Certo dia, eles me convidaram para uma festa. Ao chegar, vi que se tratava de uma ocasião especial: decoração caprichada, banda de música, todos os amigos e familiares presentes. Lá pelas tantas, para surpresa geral, o casal anunciou que a festa era em comemoração de sua despedida. Estavam celebrando o fim de um ciclo de sua vida após dezessete anos de união. Em um discurso, explicaram:
– Para que a planta nasça, é preciso matar a semente. Para que o fruto exista, é preciso morrer a florada. A borboleta só surge com o desaparecimento da lagarta. O ser humano não existe sem o embrião e só vinga com a transformação do óvulo. Estamos morrendo para esse relacionamento, porém sinceramente preocupados e comprometidos em nascer para outros muito melhores, em que possamos doar o máximo de cada um de nós! Por favor, não fiquem tristes com nossa separação porque os amigos do coração nunca se separam.

Eles decidiram separar-se quando perceberam que estavam mais

preocupados em anular a alegria um do outro do que em ser felizes.

Se, para serem felizes, era importante transformar essa relação, eles dariam esse passo.

Até mesmo para manter a amizade.

Que coragem, não?
É muito raro que alguém admita diante do parceiro que está casado por causa do conforto e não tem mais coragem de enfrentar a própria vida.
Se meu casal de amigos insistisse em seu relacionamento, provavelmente acumularia infelicidades e não poderia aproveitar os diversos passarinhos do amor que ainda surgiriam.

Por isso, não tema deixar para trás as coisas que já morreram.

Elas são como uma bagagem que não é mais necessária.

Somente nossa experiência de vida e nosso desejo de criar uma existência cheia de significado são tesouros leves para carregar.

Roberto Shinyashiki

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Acredito em Deus

força da energia

“Eu acredito em Deus. Mas não sei se o Deus em que eu acredito é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, ou o porteiro. O Deus em que acredito não foi globalizado. O Deus com quem converso não é uma pessoa, não é pai de ninguém.

É uma ideia, uma energia, uma eminência.
Não tem rosto, portanto não tem barba.
Não caminha, portanto não carrega um cajado.
Não está cansado, portanto não tem trono.

O Deus que me acompanha não é bíblico. Jamais se deixaria resumir por dez mandamentos, algumas parábolas e um pensamento que não se renova.

O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.

O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos. Não distribui culpas a granel: As minhas são umas, as do vizinho são outras, e nossa penitência é a reflexão.

Ave Maria, Pai Nosso, isso qualquer um decora sem saber o que está dizendo. Para o Deus em que acredito só vale o que se está sentindo. O Deus em que acredito não condena o prazer.

Se Ele não tem controle sobre enchentes, guerrilhas e violência, se não tem controle sobre traficantes, corruptos e vigaristas, se não tem controle sobre a miséria, o câncer e as mágoas, então que Deus seria Ele se ainda por cima condenasse o que nos resta: O lúdico, o sensorial, a libido que nasce com toda criança e se desenvolve livre, se assim o permitirem?

O Deus em que acredito não é tão bonzinho, me castiga e me deixa uns tempos sozinho. Não me abandona, mas me exige mais do que uma visita à igreja, uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres;
Cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros.

A cruz pesa onde tem que pesar: dentro.
É onde tudo acontece e tudo se resolve.

Este é o Deus que me acompanha. Um Deus simples. Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe tudo e vê tudo. Meu Deus é discreto e otimista.

Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: um abraço num amigo, uma música na hora certa, um silêncio.

É onipresente, mas não onipotente.
Meu Deus é humilde.
Não posso imaginar um Deus repressor e um Deus que não sorri.

Wanderlust (Facebook)

A questão da mulher mais velha no namoro com mais jovem


Um assunto polêmico que interessa a homens e mulheres, vez que hoje estamos em tempo de muitas ligações do gênero. Eu, pessoalmente, nunca tive essa experiência, até porque desde muito jovem sempre me interessei por homens mais velhos que eu considerava mais compreensivos e com mais conteúdo,  mas não sou contra. Por alguns pontos pode ser uma relação complicada que chegará a machucar as partes, mas nada deplorável ou que não deva ser experimentada caso ocorra. Afinal, qualquer que seja a relação, pode haver entrosamento e felicidade…. ou não.

edith e marcelVeja, por ex. na biografia de Edith Piaff,  o caso com seu último amor Marcel Cerdan  


Sempre que uma artista sênior desfila com um garotão mais novo a tiracolo, a mídia se delicia e publica uma enxurrada de matérias com fotos, como se isso fosse coisa de outro mundo. O que pouca gente entende é que os tempos mudaram. Antigamente, uma mulher de 30 anos já era considerada “velha” e deveria estar casada, esquentando a barriga no forno e esfriando-a no tanque.

Hoje mulheres têm mais poder de decisão, mais oportunidades de carreira e, além disso, inúmeros produtos de beleza e recursos médicos que possibilitam um visual mais jovem (mas sem forçar a barra, por favor, porque uma coisa é ter aparência jovem, outra é tentar ser uma garota de 18 anos de idade).

Existe uma troca produtiva numa relação deste tipo: ela quer jovialidade, aventura, companheirismo, emoções e desprendimento que uma pessoa de sua idade provavelmente não daria, e ele quer crescer, ser valorizado e protegido. Se você tem vocação para Ashton Kutcher, marido de Demi Moore e 16 anos mais novo que ela ou de Guy Ritchie, o ex-marido 10 anos mais novo que Madonna (aqui não foi a idade que os separou, foi o ego desproporcional dela), então seguem aí comentários feitos por um HOMEM, sobre os prós e contras (para os homens) de uma relação com mulher mais velha:

1- Ela te escolheu como namorado, porque viu um potencial em você, um diamante bruto, que, lapidado, pode se tornar uma joia de real valor. MAS, atenção: existe uma possibilidade dela estar com você apenas porque morre de medo de se sentir velha.

2- Ela pode te ensinar muito, pois já sabe o caminho das pedras e tem uma vivência maior que a sua, MAS pode cair na tentação de querer controlar sua vida e lhe dizer tudo o que deve fazer ou não.

3- O papo vai ser mais profundo, com assuntos mais interessantes do que aqueles que você teria com uma menina mais nova e com certeza ela vai despertar seu intelecto, MAS ela pode se cansar de sua imaturidade e sua mania de falar que filme preto-e-branco é chato ou que Nietzsche parece som de espirro.

4- Ela vai lhe valorizar e ter orgulho de estar ao seu lado, porque você a faz se sentir mais gostosa, MAS ainda existe preconceito e muita gente vai achar que você só está com ela por causa do dinheiro.

5- Ela é mais liberada em termos de sexo, porque não tem os complexos e barreiras de uma menina mais nova e, com certeza, quer agradá-lo, MAS você não tem que encanar achando que ela é tarada, liberada demais ou algo assim. Freie sua cabeça de macho e aproveite.

6 – Ela é uma mulher pronta, que sabe o que quer e que poderá, além de dar muito carinho, cuidar de você e lhe ajudar em momentos mais obscuros, MAS ela pode se tornar uma segunda mãe e você corre o risco da namorada madura querer ajeitar sua camisa e seu cabelo em público, causando aquele momento embaraçoso.

7- Ela vai incentivar seus sonhos e te dar liberdade para alcançá-los, MAS pode não querer que você saia de perto dela, e a relação tende a ficar sufocante.

8- É bem provável que ela queira uma relação romântica, um namoro prolongado e que casamento ou a união dos trapos esteja fora de cogitação a curto e médio prazo, MAS isso pode vir contra o que você quer para seu futuro.

9- Ela tem autoconfiança, maturidade e aquele ar que de que sabe cada coisa que passa pela sua cabeça, MAS sempre vai morrer de ciúmes de ver você conversando com aquela gata de 20 e poucos anos, com medo de ser instantaneamente trocada.

10- Amar alguém mais velho pode ser uma experiência fascinante e, sim, pode dar certo, MAS depende dos dois terem certeza de suas escolhas e estrutura para sustentar a relação – até porque é muito provável que enfrentarão a resistência das famílias e de alguns amigos retrógrados.

CLAUDIO PUCCIquebra cabeça

Relacionamentos

 “É nos nossos relacionamentos que podemos realmente conhecer a nós mesmos.

Somos um espelho para o outro. O que damos aos outros através de nossos pensamentos, sentimentos e atitudes é o que damos a nós mesmos.

Nossos relacionamentos são o aprendizado real, a sala de aula, o laboratório da vida. Relacionamento não é simplesmente estar junto com os outros. Relacionamento é compreensão, construção, nutrição e carinho.

Cada interação traz uma lição. Escolha um relacionamento, olhe para ele, explore-o e pergunte-se o que ele diz sobre você e sua vida agora. Deixe que seus relacionamentos revelem você a você mesmo.

À medida que você faz isso, você entenderá o que faz as relações funcionarem ou não funcionarem. E quanto mais você se conhece no espelho de suas relações mais facilmente você compreenderá os outros.”

Brahma Kumaris

Compreensão – Osho

As pessoas que se amam podem se separar, mas a compreensão que foi ganha na companhia do outro sempre permanecerá como uma dádiva. Se você amar uma pessoa, o único presente valioso que você pode dar a ela é alguma dose de compreensão.

Converse com o seu parceiro e entenda que algumas vezes ele precisa ficar sozinho. E este é o problema: essa necessidade pode não acontecer ao mesmo tempo para vocês. Às vezes você quer ficar com a pessoa, e ela quer ficar sozinha – nada pode ser feito com relação a isso. Você precisará compreender e deixá-la sozinha. Às vezes você quer ficar sozinho, mas ela quer vir a você – diga-lhe que você não pode fazer nada!

Crie cada vez mais compreensão. É isto que falta aos parceiros amorosos: eles têm suficiente amor, mas nenhuma compreensão, absolutamente nenhuma. Por isso, nas rochas da incompreensão o amor que sentiam, morre. O amor não pode viver sem a compreensão. Sozinho, o amor é muito tolo; com a compreensão, o amor pode viver uma longa vida, uma grande vida – de muitas alegrias compartilhadas, de muitos belos momentos compartilhados, de grandes experiências poéticas. Mas isso acontece somente através da compreensão.

O amor pode lhe dar uma pequena lua-de-mel, mas isso é tudo. Somente a compreensão pode lhe dar uma profunda intimidade. E cada lua-de-mel é seguida pela depressão, pela raiva, pela frustração. A menos que você cresça em compreensão, nenhuma lua-de-mel ajudará; ela será como uma droga.

Assim, tente criar mais compreensão. E mesmo que um dia vocês se separem, a compreensão estará com vocês. Essa será uma dádiva do amor de um para com o outro.

Adolescentes

Nunca abordei aqui tema sobre esse período da vida. Mas achei interessante a abordagem feita e considero que seja importante o conhecimento a respeito, para aplicar a filhos e netos que estão atravessando a idade difícil. E bota difícil nisso, bem sabemos. Tempo em que a maioria se acha incompreendida e isolada do mundo dos “normais”. Mas, como quase todas as fases, tem o lado psíquico e o físico. E é bom entendermos bem isso.

COMPORTAMENTO DOS ADOLESCENTES TEM RELAÇÃO COM O CÉREBRO

Adolescentes em geral têm comportamentos bem inusitados, não é mesmo? São brigas e explosões sem razão aparente, oscilações de humor, isolamento… Embora muitos pais achem que os filhos nessa idade são “rebeldes sem causa”, existem sim motivos para as atitudes dos mais jovens, e, para a surpresa de todos, alguns são fisiológicos.

Pois é, um fator neurológico deixa a adolescência um pouco mais complicada. “Ao contrário do que se pensava antigamente, o cérebro ainda está em desenvolvimento nessa fase da vida”, afirma Taíssa Ferrari, neurologista do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral.

Ela explica que a região pré-frontal do córtex cerebral só se estabelece mesmo por volta dos 25 anos de idade. Essa área contém estruturas mentais que inibem respostas intempestivas, pois é responsável pelo planejamento e o controle das emoções.

“Normalmente, a impulsividade diminui entre os 18 e os 25 anos”, diz Taíssa. Isso acontece, em parte, por causa da estabilização das mudanças cerebrais características da adolescência.

Aquela famosa ideia de que as meninas ficam adultas mais rápido que os rapazes não é um simples boato. Segundo a neurologista, o cérebro feminino tende a amadurecer cerca de dois anos antes do masculino. Por isso, elas podem se tornar verdadeiras mulheres nas atitudes enquanto seus colegas de classe ainda agem como garotos.

E existe o lado bom da situação. Nesse período, ocorre uma verdadeira reorganização do cérebro. A região responsável pelo aprendizado também se desenvolve – portanto, é uma época ótima para a aprendizagem de novas línguas, por exemplo. A escrita costuma ter grandes progressos durante a adolescência, possibilitando a compreensão de regras mais complexas.

Mas calma, não é certo jogar a culpa toda nas causas fisiológicas. Se fosse, todos os adolescentes reagiriam da mesma forma aos problemas e desafios da vida, o que não é verdade. Eles não são somente hormônios e córtex cerebral, têm suas particularidades como qualquer pessoa. E existe o fator educação, que interfere – e muito – nas atitudes dos jovens. “O comportamento está relacionado com caráter, personalidade, temperamento, estrutura psicoemocional, desenvolvimento social do adolescente“, diz Caio Feijó, psicólogo e psicoterapeuta de jovens, adultos e famílias.

De acordo com ele, a adolescência é uma época de várias frustrações, pois nessa idade estamos perdendo as “mordomias” das crianças e, ao mesmo tempo, tentando nos inserir (sem sucesso) no universo adulto. Assim, o adolescente é um ser que ainda não se encontrou. “Como ele perde as coisas de criança e não é aceito no mundo adulto, reage ao ambiente com comportamentos intempestivos”, justifica o psicoterapeuta.

Para ajudar os filhos e até evitar um pouco esse tipo de reação deles, os responsáveis têm um papel fundamental: o de educar seus pequenos com limites, claro, mas respeitando o espaço deles. A dica de ouro para moldar o comportamento deles não é nenhuma novidade. “Os pais devem estar presentes com valores como respeito e cidadania, dando o exemplo aos filhos. É preciso ter paciência com eles, no entanto a adolescência é uma fase que passa logo”, ensina Caio.

Nos momentos mais difíceis, os adultos podem lembrar que um dia já foram mais jovens e tiveram comportamentos impulsivos e inconsequentes. Assim, verão que o adolescente não é nenhum ser de outro planeta.

Por Priscilla Nery (MBPress)

Ponha-se no lugar de sua avó

Na hora de dar apoio a uma pessoa mais velha, é essencial conseguir se colocar no lugar dela. Mas como? Até aplicativos ajudam.Aproximar as gerações e fazer os mais jovens entenderem as necessidades dos mais velhos: um exercício de se colocar no lugar do outro e de empatia.