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Mágica conexão

atmosfera

Quando você deseja uma nova realidade, tudo à sua volta começa a desejar junto com você. Você não está sozinho em suas escolhas, toda a natureza, o mundo, as pessoas, os acontecimentos e o Universo estão dispostos a lhe ajudar a conseguir. As suas coordenadas internas irão, passo a passo, identificando, restaurando, alimentando e delineando os detalhes da sua nova realidade e tudo à sua volta vai captando cada sinal emitido por suas escolhas. De repente, é como se o mundo inteiro, soubesse o que você quer. É daí que surge o processo da sincronicidade que muito se assemelha a uma coincidência milagrosa. Através desta sincronia você perceberá que os acontecimentos e as pessoas, conhecidas ou não, conspiram para que o seu desejo seja realizado. Assim como você conspira, mesmo que inconscientemente, para que a realidade desejada de qualquer ser humano possa ser realizada. E você perceberá, cada vez mais, uma conexão mágica se engajando aos seus propósitos.

Cada um de nós, seres vivos ou não, é um receptor e emissor de energia e informação. Enviamos mensagens o tempo inteiro e por isso a sua vibração combina com o tipo de mensagem que está enviando às pessoas e aos acontecimentos.

Estas pistas indicam a maneira como a vida reage a você. Seus amigos, familiares e desconhecidos se conectam a você determinados pelos sinais que a sua vibração está emitindo. Tudo o que você sente, pensa, crê e deseja é percebido pelo ambiente a sua volta. Você é como um sistema elétrico pulsante que envia vibrações ao mundo o tempo inteiro. Quer você perceba isso ou não, a sua energia pessoal está ressoando ininterruptamente.

Se você quer mudar a realidade atual da sua vida, terá que administrar os sinais que você está fabricando em seu mundo interior. Estes sinais devem combinar com a sua nova realidade. Por isso uma mudança externa é sempre fruto inexorável de uma força motriz movida pelo seu mundo interior. Se você diz: quero que tudo mude!

Então está dando o primeiro passo para que o seu ser se mova em busca de mudançasinternas. Você muda quando para de focar os problemas que está vivendo e passa a dar atenção às soluções.

 

V. Weyrich

José Batista de Carvalho / Universo Natural

Deixe-se em paz!

esteja em paz

Geralmente é o que se deseja intimamente: paz para o mundo, paz para todos, paz para os torcedores, paz para os moribundos, paz para os iraquianos. É um desejo legítimo, mas qual a nossa contribuição prática para ajudar a construir uma serenidade universal? O máximo que podemos fazer é garantir nossa própria paz.
Portanto, esses são os meus votos: deixe-se em paz.

Parece uma frase grosseira, mas é apenas um desejo sincero e generoso. Deixe-se em paz. Não se cobre por não ter realizado tudo o que pretendia, não se culpe por ter falhado em alguns momentos, não se torture por ter sido contraditório, não se puna por não ter sido perfeito. Você fez o melhor que podia.

Aproveite para estabelecer metas mais prosaicas para o futuro que virá, ou até meta nenhuma. Que mania a gente tem de fazer listinha de resoluções, prometer mundos e fundos como se uma simples virada de ano bastasse para nos transformar numa pessoa mais completa e competente. Você será o que sempre foi — e isso já é muito bom, pois presumo que você não seja nenhum contraventor, apenas não consegue dar conta de todos os seus bons propósitos, quem consegue? Às vezes não dá. Vá no seu ritmo, siga sendo quem é, não espere entrar numa cabine e sair de lá vestido de superhomem ou de super-mulher. Deixe de fantasias.
Deixe-se em paz.

Se quer tomar alguma resolução, resolva ajudar os outros, fazer o bem, dedicar-se à coletividade, seja mais solidário. Não deixe os menos favorecidos na paz do abandono, na paz do esquecimento. Mas esquecer um pouco de você mesmo, pode. Deve. Não se enquadre em comportamentos que não lhe caracterizam, não se enjaule por causa de decisões das quais já se arrependeu, não se arrebente por causa de questionamentos incessantes.

Liberte-se desses pensamentos todos, dessa busca sofrida por adequação e ao mesmo tempo por liberdade. Nossa, ser uma pessoa adequada e livre ao mesmo tempo é uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Será mesmo tão necessário pensar nisso agora? Deixe-se em paz.

Não dê tanta importância à melhor roupa para vestir, à melhor frase para o primeiro encontro, às calorias que deve queimar, à melhor resposta para quem lhe ofendeu, às perguntas que precisa fazer para se autoconhecer.

Chega de se autoconhecer. Deixe-se em paz.

No fundo, estou escrevendo para mim mesma.

Não me deixo em paz. Estou sempre avaliando se agi certo ou errado, cultivo minhas dúvidas com adubo e custo a me perdoar. Tenho passe livre para o céu e também para o inferno. Preciso me deixar em paz, me largar de mão, me alforriar.

Só falta alguém ensinar como é que se faz isso.

Autora: Martha Medeiros

Os votos / Desejo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar

E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo

Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor

Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada

Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
“Isso é meu”
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem

Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar

Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar

E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar

Sergio Jockymann

Observação importante: Este belíssimo poema circula pela rede como e-mail há tempos, sendo geralmente citado como de autoria de Victor Hugo. Na realidade, de acordo com pesquisas feitas no google,  seu autor foi Sergio Jockymann, poeta e jornalista falecido em 2011 aos 80 anos. O poema foi publicado pela primeira vez na Folha da Tarde em 30/12/1978.

Noite vazia

Só, frente à noite que vazia e escura se aninha em minha alma, penso em você.

Foi embora me deixando só,com o pranto a jorrar-me das entranhas da carne, possuída pelo desejo dolorido de lhe pertencer.

Foi-se me deixando morta, através de meu espírito enfermo.

Foi-se deixando que a noite sugasse meus soluços,

que o abraço da solidão me sufocasse o peito rasgando meu ser de mágoa e amor.

Você chegou

Você chegou de mansinho,

Falou um oi tímido,

Esperando que eu estivesse aqui.

Fiquei alegre

E de pronto respondi:

Oi, estou aqui!

Esperando por você.

Então me contou que tinha ficado “rouco” de chamar

E eu não atendia.

Achou até que não queria falar com você.

Pelo tempo que não falamos,

Achava eu que você não queria.

Tudo engano, tudo só pensamentos.

Chegou… cheguei…

Estamos aqui nos falando como sempre.

Sentindo o desejo

Que não acaba.

A história que queria contar

Eu queria muito, muito, escrever uma história.

Com começo, meio e fim, detalhes especiais.

Diálogos inúmeros.

Falas. Sentimentos. Dizeres.

Queria tanto contar uma história!

Personagens tenho, muitos.

Dizeres sei, demais.

Escrever aprendi.

Falar, também sei.

Colocar letras em papel já aprendi faz tempo!

Digitar, meu Deus, como sou boa nisso!

E o que falta?

Aprender a dar um sentido.

Sentido a um conto e não consigo!

Perco-me no tempo e espaço.

Eu quero tanto contar uma história!

E a história é tão grande e real!

Se conseguir colocar no papel

o tanto que tenho dentro de mim, vai ser bom.

Bom demais!

A história é boa. O tema atual.

Contar tudo será legal!

Tanto e tanto, que talvez o título seja:

“Bom demais!”

Ou, “Nem tão bom assim!”

Ou, “Como é Ser Bom Demais?”

Só preciso saber contar.

Com princípio, meio, detalhes e fim.

E quem sabe o melhor título seja:

“Princípio, Meio e Fim”.

Ou… “Detalhes”.

Ou, ainda, “Princípio do Fim”.

Ou, “Fim do Princípio”.

Só preciso conseguir escrever.

Iniciar a história.

Continuar o conto.

Contar, dialogar.

Falar, voltar, dizer e sentir.

Preciso contar sobre o que foi, é e será.

Ter um princípio,

contar de um meio,

sentir e deixar fluir um tempo.