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Ou isto ou aquilo

 

 

Desde mocinha curtia esta poetisa tão doce e tão maravilhosamente completa.

Este poema é tradução da busca que travamos em nossa caminhada de vida

e da dúvida que sempre permanece em cada situação escolhida.

Será que um dia teremos alguma certeza do que foi melhor escolher?  SK

Ou isto ou

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Diferencie a tristeza comum da depressão

Tenho ouvido bastante ultimamente as pessoas se queixarem de depressão

e até a dúvida se não seria só uma tristeza profunda gerada por motivos os mais diversos.

Encontrei uma matéria interessante que demonstra bem as diferenças e que poderá ser útil para conhecimento.

depressão no geral

A tristeza dura entre 15 e 20 dias, enquanto a depressão pode vir acompanhada de sintomas físicos

ESCRITO POR:Priscila Gasparini – Psicóloga – Site Minha Vida

A arte de não adoecer

caminho nas ondas

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

Dr. Dráuzio Varella

Meus 20 anos

Parece que foi ontem que eu tinha 20 anos. Sonhava de olhos abertos como creio que toda garota o faz.

Não perdi ainda esta mania, mas naqueles anos tudo era muito mais passível de ver realizados os devaneios todos que me encantavam. Sempre me diverti com a vida, com as pessoas, com o que eu tinha e até com o que carecia.Meu bom humor era patente e latente e, dificilmente, conseguia me atrapalhar por isso.

Namorava sempre que podia – e se não podia, dava um jeito. Amava intensamente, mesmo que hoje perceba que amava o amor mais do que pessoas. Não que brincasse com sentimentos, mas envolvia e era envolvida com intensidade e o que parecia profundo, num lance rápido deixava de ser. Isto talvez criasse dúvidas nas cabeças, talvez pudessem me achar inconsequente, volúvel, irresponsável. Mas pode ser tudo isto nascido de uma forma de ser e sentir?

Eu não era destituída de sentimentos e os trocava pelo que sentia de igualdade. A opção de pensar “para sempre” nunca foi escolhida por mim. E por isto, talvez, não prendi em mim o que poderia hoje ser mais palpável e real.

Respeitava, com carinho e compreensão os limites de cada pessoa e só não permitia que me aprisionassem, que me prendessem com amarras que me sufocavam. Uma questão de sobrevivência tão somente.

Sempre escrevi muito registrando meus sentimentos e hoje, relendo, percebo o quanto me doava em cada relação. Isto era vida existindo em mim. Vivi intensamente os meus 20 anos, com a intensidade que tenho até hoje em meus sentimentos.

Não sou feita de diminutivos e os superlativos acabam sendo sempre percebidos. Não sei ser mais ou menos. Nem sei muito sobre o pouco. Quando gosto sempre é muito, assim como quando desgosto só elimino de meu sentir e deixo zerado o sentimento. Estou sempre me renovando, com uma alma que tem sede de se projetar e se lançar nos abismos mais profundos, bem como tem a coragem de se retrair e voltar ao ponto inicial.

Fiquei ouvindo Aznavour cantar Hier Encore e fui me perdendo nos sonhos e lembranças. Bem próprio de mim como sempre. E me ficou a certeza de que não joguei meu tempo no espaço sem sentido, mas o vivi com toda a força e verdade que cada tempo tem. Os anos passam céleres e a gente nem percebe. Quando vê a realidade já é outra, mas os sonhos…. ah! esses permanecem.

Só quero viver!

Esse enorme medo da morte!

Quanta ânsia de vida me devora.

Não quero ir tão logo assim.

Não sei o que há depois e a dúvida me amarga.

Também não importa se há o depois.

Vale-me não querer deixar o agora.

Não perder a ansiedade, não deixar o sorriso,

não abandonar o amor, não terminar a vida.

Não quero ir assim tão rápido.

Quero ficar até que nada seja tão doce,

que  algo não seja tão amargo, até que tudo seja quase nada.

E agora nada é ainda tão tudo!

Uma bolha de sabão – pluf!

Não posso aceitar isso.

Sei sorrir, sei amar, sei vibrar, sei chorar.

Não posso  parar com tudo.

E quanto medo dessa inércia que se aproxima inevitável.

Não posso reter ou conter. É encontro marcado.

Lá chegaremos, mesmo que eu fuja.

Quero ficar um pouco mais, me dar e usufruir mais um tempo.

Não quero o encontro tão cedo.

Só eu sei quão cedo tudo ocorreu em mim.

Até a inércia está sendo cedo.

E quero tanto viver e não encontrar a frieza que me espera.

Não me esqueçam aqueles que amei.

Não me deixem aqueles que choro deixar.

Não me enterrem. Joguem o pó sobre o mundo.

Uma partícula será flor, outra será pedra,

outra ainda será nuvem, outra a ave engolirá,

outra será parte da areia do mar,

outra…não sei… será o que for quando eu já não serei.

Joguem o pó no ar e……. estarei de mil formas

com vocês que amo tanto.

Perguntas

Você crê em amor?

Não creio em você.

Você existe?

Não lhe descubro a espécime.

Pertence a algum tempo?

Desconheço sua origem.

Está vindo ou já foi?

Não o vejo no mundo.

PERGUNTANDO

Meu rótulo tem sido um ponto.

– ponto de interrogação.

Leio e releio escritos últimos

e me percebo perguntando.

E faz tempo, muito tempo

que saí da idade dos porquês.

Hoje já devia estar só respondendo.

Mas ainda me vejo cheia de dúvidas

e são muitos os pontos.

A vida caminhou anos afora.

Mas, talvez, eu tenha me perdido

no caminho ou nos anos.

Por isso agora ainda sou

uma  grande pergunta.

Interrogando o tempo.

Perguntando nos caminhos.

Sendo uma dúvida inteira

num pedaço de vida.

Ou uma vida toda

num canto de dúvidas.

Sonia K.

mai/2002