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Hoje – Dia do Idoso (1 de outubro)

idoso

É o segundo ano que presto atenção a esta data.

Será que realmente estou ficando idosa?

Prefiro pensar que estou chegando à “IDADE CERTA” – como era o título do blog de um amigo recentemente mudado para outros planos, mas muito querido e admirado.

Afinal a questão de estar ou ser idoso ou velhinho é algo que está lá dentro de cada alma. Tem jovens já muito envelhecidos de tão descrentes, de tão sem sonhos e objetivos. Tem idosos tão cheios de vida, de vontade de viver, de usar cada momento de sua vida para criar oportunidades de sorrir, de amar, de trocar sentimentos, que ficam sempre mais e mais jovens.

Se não me engano Chico Anisio falou uma vez que a gente devia nascer velho e ir remoçando até voltar ao útero materno. Algo assim como o filme Benjamin Button. Eu já havia ouvido isso há muitos e muitos anos atrás, quando eu era menina e fui ao teatro numa apresentação do Colé (comediante que fazia sucesso na década de 50) e sempre guardei na memória. Na ocasião, na minha imaginação de menina, teci as imagens que ficaram calcadas pra sempre.

Acho que não gostaria de ter nascido velha e estar agora no período de jovem. Seria uma experiência bastante melancólica no meu conceito. Creio que o passar do tempo nos dá aquela maturidade  de uma visão mais tranquila com relação a tudo.

Lógico que vamos ficando mais temerosos do fim, principalmente quando começamos a sofrer perdas de pessoas queridas que nos acompanhavam até então. Essas perdas começam a ter um efeito muito maior e mais profundo. Causam um abalo em nossas estruturas internas. Mas, mesmo assim, ainda acho que a maturidade é uma dádiva.

Gostoso poder fixar os olhos no passado e reviver momentos lindos. Relembrar e contar sobre grandes amores e aventuras vividas, sobre trabalhos realizados, sobre alegrias inesquecíveis, viagens feitas com a alma e coração vibrando.  Os momentos não bonitos se transformam em experiências de vida e pequenas histórias que a gente conta para os filhos e netos até citando como exemplos do que não é bom fazer ou deixar acontecer.

Hoje me olho no espelho e vejo as rugas que se formaram em torno dos olhos e penso que assim é porque ri muito pelos dias afora. As pequenas rugas que se instalam na vertical das faces marcam realmente o tempo que foi passando; os cabelos brancos que acho lindos em homens e mulheres emolduram o rosto e dão especial toque ao olhar. Os passos que já são mais lentos e cuidadosos fazem parte de uma trajetória que também foi de cansaço se instalando. E, de uma certa forma, os idosos vão ficando novamente crianças na insegurança do andar, na querença de carinho e ternura dos que os cercam, na carência de atenção para seus sentimentos e palavras.

É então que brota a certeza de que cada tempo tem suas belezas, seus encantos, seus sonhos e sutilezas. E como o caminho é tão somente em frente, quero deixar aqui todo meu carinho e um abraço cheio de ternura para todos meus amigos que também estão na IDADE CERTA, comemorando essa data instituída com merecimento: DIA DO IDOSO.

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Sintonizando a vida

caminhando

“DIZEM QUE O QUE PROCURAMOS É UM SENTIDO PARA A VIDA. PENSO QUE O QUE PROCURAMOS SÃO EXPERIÊNCIAS QUE NOS FAÇAM SENTIR QUE ESTAMOS VIVOS”. (J.CAMPBELL)

PARA UNS, A JORNADA É CURTA E AGRADÁVEL.
PARA OUTROS, A JORNADA É ACIDENTADA, E EM ALGUNS MOMENTOS, DÁ VONTADE DE DESISTIR…

AO CONTRÁRIO DO QUE VOCÊ PENSA, É NESSES MOMENTOS QUE ALGO MUITO MAIOR ESTÁ ACONTECENDO.

ESTAMOS AQUI PARA APRENDER, NÃO PARA SOFRER…
ABANDONE O PASSADO…

DESBLOQUEIE SUA PARALISIA AFETIVA…
À MEDIDA QUE GANHAMOS EXPERIÊNCAS, UM POUCO MAIS NOS É REVELADO.

ABRA-SE!
NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM E NINGUÉM É PERFEITO.
A VIDA VAI DANDO COISAS COM QUE VOCÊ CONSEGUE LIDAR, CONFORME VOCÊ VAI APRENDENDO A LIDAR COM ELAS.
É ASSIM QUE A VIDA FUNCIONA.

AVANÇAMOS NO CAMINHO ESPIRITUAL ATRAVÉS DOS RELACIONAMENTOS.
DEEPRAK CHOPRA ESCREVEU: “SEJA QUAL FOR O RELACIONAMENTO QUE VOCÊ ATRAIU PARA DENTRO DE SUA VIDA, NUMA DETERMINADA ÉPOCA, ELE FOI AQUILO QUE VOCÊ PRECISAVA NAQUELE MOMENTO”.

REPARE: NADA É POR ACASO!
NÓS NOS COLOCAMOS EM UMA ESPÉCIE DE “TRILHA”, QUE SEMPRE ESTEVE AÍ, O TEMPO TODO, À SUA ESPERA. VOCÊ ELEGEU SEU DESTINO.
A VIDA QUE VOCÊ TEM QUE VIVER É ESSA MESMA.

“VOCÊ NÃO CONSEGUE MUDAR O QUE NÃO CONSEGUE ENCARAR”. (JAMES BALDWIN)
POR ISSO, ONDE QUER QUE VOCÊ SE ENCONTRE, É EXATAMENTE ONDE PRECISA ESTAR, NESTE MOMENTO.

QUANDO VOCÊ ESTIVER PRONTO PARA FAZER UMA COISA NOVA, DE MANEIRA NOVA, VOCÊ O FARÁ.

HÁ SEMPRE ALGUÉM À ESPERA DA PESSOA NA QUAL VOCÊ ESTÁ SE TRANSFORMANDO.

TALVEZ, VOCÊ AINDA NÃO ESTEJA PRONTO PARA RECONHECÊ-LA.
A CADA MOMENTO, CADA UM DE NÓS ESTÁ PASSANDO PELO PROCESSO DE SER E DE SE TORNAR.

COMO AS PESSOAS, OS NOSSOS RELACIONAMENTOS TAMBÉM MUDAM.
E AINDA HÁ MUITO A APRENDER SOBRE AMOR…
AINDA HÁ MUITO A SER REALIZADO.

APESAR DE MUITOS PROBLEMAS, HÁ ESPERANÇA, FÉ, ALEGRIA, HÁ O AMOR…
O CRIADOR SABE DE TUDO QUE NOS É NECESSÁRIO PARA EVOLUIR, ANTES MESMO DE NÓS!

“OBRIGADO, SENHOR, POR ME AMAR O SUFICIENTE E PERMITIR QUE ME ACONTEÇA SOMENTE AQUILO COM QUE EU CONSIGO LIDAR, QUANDO ACONTECE. OBRIGADO POR QUEM EU ME TORNAREI ATRAVÉS DE TUDO QUE ME ACONTECE”.

(texto extraído do site Portal Arco Íris)

Quatro leis da espiritualidade na Índia

flores pelo caminho

A primeira diz:

“A pessoa que vem é a pessoa certa“.

Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz:

“Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.

Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz:

“Toda vez que você iniciar é o momento certo“.

Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma:

“Quando algo termina, ele termina“.

Estamos nessa vida para viver inúmeras experiências, e se continuarmos sempre voltando às mesmas páginas deixaremos de ler outros livros maravilhosos que só estão aguardando por uma chance para entrar em nossas vidas. Por isso vire a última página sem dor no coração e pegue o próximo livro.
Surpresas maravilhosas estarão te esperando, basta você abrir o livro e começar a ler esse novo capitulo da sua vida.

“O cérebro de Buda”

Por que faz bem incorporar o que é bom

Recentemente li o livro “O Cérebro de Buda” – neurociência prática para a felicidade – Ed. Alaúde – de Rick Hanson (neuropsicólogo) com Richard Mendius (neurologista). Os autores ressaltam questões importantes que todos nós precisamos saber para sentir mais felicidade.

A primeira é o fato de que muito do que vemos “fora de nós” é criado pelo cérebro, como os efeitos da uma computação gráfica num filme. Nosso cérebro cria uma realidade virtual, pois possui uma extraordinária capacidade para representar tanto a vivência interior como o mundo externo. Por exemplo, os pontos cegos à direita e à esquerda do campo visual não têm forma de buraco no mundo exterior; na verdade, o cérebro os preenche. Neste sentido, os autores explicam que “o cérebro simula o mundo – cada um de nós vive uma realidade virtual próxima o suficiente da realidade para não nos chocarmos com o que estiver pela frente”.

Intuitivamente, sabemos que cada um vive a sua realidade. Afinal, é por esta razão que existem tantos conflitos de relacionamentos. Mas, vamos deixar a realidade “dos outros” um pouco de lado e ver como podemos melhorar a nossa realidade interna?

Para tanto, Rick Hanson e Richard Mendius enfatizam a importância de dedicarmos mais tempo para absorver o que é bom. Simples assim: transformamos fatos positivos em experiências positivas. A questão é que quanto mais tempo algo é retido na consciência e quanto mais estimulante emocionalmente isso for, mais neurônios disparam e se conectam e maior é o rastro na memória.

Ao incorporar o que é bom, criamos uma banco de imagens positivas que serão recursos preciosos quando estivermos diante de experiências dolorosas. Pois elas serão mais facilmente superadas por vivências boas que representem o seu oposto. Por exemplo, vamos lidar melhor com uma situação de vulnerabilidade se nos lembrarmos de outras vezes em que fomos capazes de nos erguer após uma queda semelhante.

“É preciso ter experiências positivas para querer repeti-las”, disse Guelek Rinpoche. Esta é uma das muitas frases que já escutei dos lamas tibetanos e guardo em meu arquivo de recursos pessoais. Como aceitar dar continuidade a um relacionamento, emprego ou seja lá o que for se só tenho experiências negativas?

Mas o ponto a ressaltar aqui é que nosso cérebro é projetado para mudar por meio de experiências, especialmente as negativas. Hanson e Mendius escrevem: “O problema é justamente este: o cérebro busca, registra, armazena, recorda e reage preferencialmente às experiências desagradáveis; é igual a velcro para as negativas e teflon para as positivas”… “Em virtude da tendência à negatividade do cérebro, é preciso um empenho ativo para interiorizar as experiências positivas e cicatrizar as negativas. Tender para o que é positivo é, na verdade, a correção de um desequilíbrio neurológico”.

Portanto, se quisermos preencher os pontos cegos de nossa realidade interna e externa com memórias positivas é melhor esticarmos o tempo de reconhecimento dos momentos positivos de prazer e satisfação. Toda vez que assimilamos uma experiência, construímos uma nova estrutura neural.

Se nos mantivermos por tempo demasiado pensando negativamente, iremos reforçar os caminhos destrutivos com que já convivemos com familiaridade. Assim como Lama Gangchen nos fala: “A realidade é criada pelos nossos pensamentos. A convicção de que os outros nos tratam mal atrai exatamente a mesma energia e comportamento para nós mesmos”.

Não é preciso esperar situações “especiais” de prazer e alegria para esticarmos o reconhecimento dos bons momentos em que vivemos. Podemos começar com os pequenos prazeres do cotidiano, como o de tomar um banho e alimentar-se. Podemos parar alguns momentos para rastrear as sensações de nosso corpo a qualquer momento do dia ou quando vamos dormir.

Peter Levine, o criador da abordagem terapêutica naturalista Experiência Somática® voltada para a prevenção e tratamento de traumas escreve em seu livro “Uma voz sem palavras” (Summus Editorial): “A capacidade de se manter focado e conseguir aprofundar essa concentração é uma habilidade magnífica que traz grandes recompensas, mas é adquirida passo a passo e causa frustrações. Em geral, quando as pessoas conseguem entrar em contato com o corpo, primeiro são atraídas para uma região dolorida”. Levine ressalta a importância de aprendemos a reconhecer que, mesmo com o corpo tenso, sempre há um lugar menos tenso ou mais relaxado que será a porta de entrada para um vórtice de cura.
Treinar a mente a reconhecer a calma de certas partes de nosso corpo, mesmo quando estamos ansiosos e, em seguida, esticar o tempo deste reconhecimento de bem-estar, são meios eficazes para desacelerar o sistema nervoso nos estados de ansiedade e nos ajudam a ficar no aqui e agora, sem que nos deixemos levar pelas associações com sensações passadas.

Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® – Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções, Mania de sofrer e recentemente O sutil desequilíbrio do estresse, todos pela editora Gaia. belcesar@ajato.com.br

 

Mulher madura e feliz

Cinco coisas que melhoram na vida da mulher ao envelhecer

Boa notícia: a mulher madura tem muito mais chances de ser feliz e realizada

 

Talvez o mais difícil seja superar a fase de negação. Mas o processo de amadurecimento traz vantagens inegáveis para a mulher que se prepara para ele. Especialistas são unânimes em afirmar que, embora haja perdas, uma atitude positiva é capaz de levar a mulher a uma fase rica de experiências novas e qualidade de vida.

O segredo é se preparar para essa fase. O corpo se transforma, sobretudo a partir do climatério, fase de transição para a menopausa, quando efetivamente se encerra a capacidade reprodutiva da mulher. “Do ponto de vista de saúde existe um risco maior de osteoporose, doenças cardíacas, hipertensão arterial e demência”, alerta o ginecologista Luciano de Melo Pompei. Em contrapartida, miomas e endometriose desaparecem ou passam a incomodar menos. “A mulher que se prepara melhor sabe que a menopausa não significa que ela está velha. Hoje mais de um terço da vida se dá pós-menopausa, são décadas”, afirma Luciano.

Veja cinco pontos em que o amadurecimento pode favorecer a mulher

1. Solução para os desconfortos
Ela pode lançar mão de recursos que minimizam ou eliminam a grande maioria dos sintomas da menopausa e pode, também, dar adeus às mazelas femininas típicas da fase anterior, como TPM, por exemplo.
Para Pompei, novas terapias e tecnologias, como a reposição hormonal, não apenas melhoram a qualidade de vida, mas representam uma possibilidade real de controlar a maior parte dos desconfortos associados a essa fase da vida. “É possível diminuir ou eliminar esses sintomas da menopausa”, reforça. “Sabemos prevenir e tratar as doenças da velhice.” O resultado é uma geração de mais de 60 anos ativa, produtiva profissionalmente, com forte envolvimento em atividades sociais, culturais e familiares. “Na média, as que enfrentam melhor o envelhecimento também praticam mais atividades físicas e tomam cuidado para não ganhar peso em excesso”, afirma o ginecologista.
2. Foco na própria vida
Com a família criada e sem filhos demandando atenção constante, essa é a fase em que a mulher pode experimentar uma nova liberdade em relação ao tempo. “Ela foca seu desejo, prazeres e decisões nela mesma e não nos desejos e vontades de outros. A mulher passa a ter como centro o que realmente deseja para ela, e não o que os outros pensam”, afirma a antropóloga Miriam Goldenberg, que acaba de lançar o livro “Corpo, envelhecimento e felicidade”, em que discute sua tese de que a vida a partir dos 50 anos é a melhor fase da vida da mulher.
Para a gerontóloga Célia Caldas, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e vice-diretora da Universidade Aberta da Terceira Idade, os ganhos com a chegada da menopausa superam as perdas associadas. “Não ter mais a função biológica da reprodução é uma libertação social. A mulher pode focar sua energia criadora para outras coisas, como a transcendência”, afirma. “Há uma linha de estudiosos que afirma que esse é o momento em que a mulher consegue realmente exercitar seu poder, pela sua sabedoria, experiência de vida e autorrealização.”

3. Corpo em paz

As tensões da guerra que as mulheres travam com o próprio corpo se atenuam com os anos. A importância da batalha contra as primeiras rugas, o abdômen que parece acumular todas as sobremesas a mais ou os fios brancos é relativizada. “O corpo se torna muito mais um objeto de prazer, cuidado, bem estar e qualidade de vida do que um laboratório de experimentos em busca da juventude eterna, da magreza e da perfeição”, afirma Mirian.

Célia lembra que questões totalmente centradas no físico vão parecer perdas. “Mas isso depende também dos objetivos existenciais de cada uma. O projeto de vida de ser gostosa, bonita e seduzir é inviável na velhice. Aí não há ganho que suplante essa perda”, alerta. “Por outro lado, se você conhecer bem seu corpo e souber utilizar seus recursos, a vida sexual, embora menos intensa, é igualmente prazerosa”, afirma.

 Hora de se divertir
Nessa fase da vida, as relações sociais e a importância de ter tempo de boa qualidade emerge com força total. “Muitas mulheres redescobrem como brincar e se divertir mais, se levar menos a sério. Aprendem a dar mais risada e ter mais diversão na vida”, afirma Miriam, que lançou o movimento das “Coroas Poderosas”, com propostas libertadoras, sobretudo com relação ao corpo. “É uma fase em que, se tiver saúde e algum dinheiro, ela pode se divertir e brincar muito mais”, afirma a antropóloga. Amigos se tornam cada vez mais importantes. “Nessa idade, a pessoa dá muito mais valor aos amigos do que pessoas mais jovens. Ela tem mais tempo disponível para cultivar as amizades e são amizades maravilhosas. As pessoas se divertem, cada almoço e festa é um acontecimento”, afirma Célia. “Os aprendizados são muito valorizados também. A aluna dessa idade assimila conteúdos e consegue aplicar imediatamente, coisa que o jovem tem mais dificuldade de fazer”, acredita.

5. Transcendência
Nessa fase é possível haver uma mudança de valores que foca muito mais em ganhos subjetivos. A experiência e vivência permitem que a mulher que exercita uma perspectiva otimista do amadurecimento colha os frutos da própria vida. “Aquelas que olham para detalhes como a celulite, a barriga flácida e o peito caído, sofrem com o processo de envelhecimento. Mas quem olha o todo e enxerga ganhos em termos de segurança, confiança e repertório se sentem muito satisfeita com o envelhecimento”, afirma Mirian.

“Para muitas mulheres, é a melhor fase da vida”, conclui. Contudo, Célia alerta: nem todas vão conseguir fazer esse movimento de transcender limites e usufruir dessa nova etapa da vida. “Pessimistas não transcendem. Apenas quem está de bem com a vida e tem flexibilidade suficiente consegue tolerar situações difíceis ou desafios e extrair delas o melhor partido”, afirma.

Ela lembra também que, a partir da aposentadoria, a mulher pode se dedicar a atividades criativas sem necessidade de atender a demandas do mercado. “Na escala de valores da nossa sociedade, o maior valor é o trabalho e o dinheiro”, afirma. A mulher aposentada pode considerar essa parte da dívida social cumprida e aproveitar a oportunidade que se abre de realocar esses objetivos, valorizando atividades criativas, buscando fazer o que lhe dá prazer, mergulhando na busca do conhecimento ou oferecendo sua sabedoria para ajudar os outros – viver o que for valioso para ela.”

(Verônica Mambrini, iG São Paulo)