Arquivo de Tag | livros

Melhor que nada

Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere…
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir nova em folha.
Viajar me deixa tensa antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheia de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais… os médicos deveriam proibir – como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!

Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!

Martha Medeiros 

(OBS.> Este texto me deixou em dúvida quanto à autoria. Confirmando no google, é da Martha, mas já o vi publicado como sendo de Luis Fernando Veríssimo – De qualquer forma a matéria é bastante boa)  

Anúncios

Máximas de Stanislaw Ponte Preta

Stanislaw Ponte Preta – pseudônimo de Sergio Marcos Rangel Porto (1923 – 1968). Eu acho que criadores do nível dele não deviam se ir tão cedo. Foi Patrono do Jornal O Pasquim; irreverente no estilo teve inúmeros livros publicados, todos com sucesso e até hoje fontes de leitura. Criou alguns personagens inesquecíveis e ficou definitivamente conhecido, com o famoso FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assolam o País que rendeu 2 livros publicados em 66 e 67.

“As três coisas mais perigosas que eu conheço são: limpar arma de fogo, mulher do vizinho e croquete de botequim.

Há uma grande diferença entre o católico e o carola. Católico é o que ama a Deus, carola é o que teme.

Quem arrisca não petisca, quem não chora não mama, quem não morre não vê Deus.

O fato de um homem ser muito preparado não implica em que ele seja bom político; creolina também é preparada e limpa latrina.

O velho que recorda comovido, creditando ternura a pessoas, fatos e coisas do passado, não percebe que o que sente é saudade de si mesmo.

Certos produtores de televisão dão tanto em cima das artistas que deviam receber ordenados de reprodutores.

Quando se chega a certa idade as dentaduras postiças começam a sorrir para a gente.

Tinha um complexo de inferioridade tão grande que quando olhava no espelho não via ninguém.

Sempre ouvia dizer que o homem totalmente realizado é aquele que tem um filho, planta uma árvore e escreve um livro. Ele tinha um filho; um dia plantou uma árvore. O filho trepou na árvore, caiu e morreu. Não lhe restava outra alternativa: escreveu um livro sobre o ocorrido.

Dono de cartório de protesto é uma espécie de cafetão da desgraça alheia.

O marido enganado é um homem que se engana a respeito da mulher que o engana.

O único programa de televisão que depois que começa a gente não sabe o que vai acontecer é transmissão de jogo de futebol.

“– Seu Padre, eu trouxe aqui este leitãozinho para Santo Antônio”. “– Pode deixar que eu entrego”.

Às vezes eu tenho a impressão que meu anjo da guarda está gozando licença-prêmio.

O colibri é o helicóptero de Deus.

A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento.

Pelo jeito que a coisa vai, em breve o terceiro sexo estará em segundo.

Há oradores que, terminados os seus discursos, deviam ser presos por terem roubado o tempo da gente.

Se Diabo entendesse de mulher não tinha nem rabo nem chifre.

Em mulher não se bate nem com uma flor, mesmo porque não adianta nada.

Era uma empregada tão perfeita que a patroa acabou concordando em cozinhar para ela.

As coisas que mais contribuem para avacalhar a dignidade de um homem são: bofetão de mulher, tombo de bunda no chão e dor-de-barriga.

Homem que desmunheca e mulher que pisa duro não enganam nem no escuro.

Não bote a mão no fogo por uma mulher porque você pode ficar com o apelido de maneta.

Crer em Deus é fácil. Nos padres que é difícil.

Quem não deve não teme… uma ova. Quem não teme não paga, isto sim.

Se as paredes falassem… todo mundo ia dormir lá fora.

Cachorro do mato não pega vício de poste.

Mosquito sabido morde primeiro e faz zunido depois.

Em armazém de português, mulata sempre tem vez.”

Decidir

Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse:
“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha.
Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não
sei se sou velha, não.
Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus
direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha
própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto,
pois “lutar” é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é “semear”, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir  ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que “o mais importante é o DECIDIR”.

OBS. do Blog:(Cora Coralina – pseudônimo escolhido por Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, 1889-1985) Seu primeiro livro foi publicado em 1965, quando ela já tinha 76 anos de idade, embora desde os 14  já tivesse textos seus publicados em jornais de Goiás, onde nasceu. Cursou só o primário, mas sua alma e sabedoria foram centenárias.

“Deus nunca pisca”

Pesquisando sobre a autora aprendi que ela teve uma vida conturbada,  feita de altos e baixos, foi mãe solteira aos 18 anos, contou com um câncer de mama aos 41, escreve profissionalmente desde 1986 e desde 1994 mantém coluna no Plain Dealer o maior jornal de Ohio, com 300mil exemplares de circulação. Jornalista, escritora e radialista, foi finalista do Prêmio Pulitzer em 2008 e 2009, é autora dos livros “50 Líções para Tornar o Impossível Possível” e “Deus nunca pisca”. Só não consegui a data de nascimento dela e então não posso garantir que seu taxímetro realmente chegou aos 90 como é divulgado. Mas as lições valem a pena pra inserirmos em nosso dia a dia nas mais diversas situações.

                               REGINA BRETT – Cleveland, Ohio

“Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou.   É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chega aos 90, então, aqui está a coluna, mais uma vez:


1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5.  Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6.  Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
 7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8.  Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a    jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
 15  Tudo pode mudar num piscar de olhos;mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite “não” como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré…
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada “chamado” desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva…
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é não pelo que você fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.40. Se  40.  Se jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41.  Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42.  O melhor está por vir.
43.  Não importa como você se sinta, levante, se vista e apareça.
44.  Produza.
45.  A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente ”


Meus livros e meu cantinho

Já fiz alguns poemas falando de meus livros.

Aliás, falo deles como se fossem pessoas que me cercam, meus grandes e queridos companheiros.

Gosto deles e chego a ter até ciúme. Fico muito brava se alguém pega algum deles e dobra as folhas, amassa a capa, escreve alguma coisa.

Os meus queridos são impecáveis. Acabo de ler e parece que nem foi aberto. Lógico que tem alguns inúmeros que já estão amarelados, com cara de gastos, mas é pelo tempo mesmo. A única coisa que fica marcada neles é meu nome e a data em que foi adquirido ou ganho. Alguns poucos escrevo comentários ao final só pra lembrar como me tocou na ocasião em que o li, ou grifo de leve frases importantes ou trechos de interesse.

Emprestá-los é algo que até faço às vezes, mas com muita má vontade e pedindo cuidado e carinho para com eles.

São pedacinhos meus e por vezes até os trato melhor do que a mim.

E agora, além dos meus amigos livros, tenho o meu cantinho.

Sempre quis ter um pedacinho da casa que fosse o “meu pedacinho”.

Agora consegui! Um terraço interno onde coloquei uma poltrona confortável, uns banquinhos para apoio ou outras pessoas se sentarem e ali passo boa parte do dia e da noite. Lendo, pensando, rezando, ouvindo música e até falando sozinha. Sim, porque às vezes falo sozinha. Ou é o pensamento que sai mais alto, sei lá.

E qualquer um dos que chegam em casa já sabem onde me procurar.

Lá no meu pedacinho, junto com meus amiguinhos e tudo o que mais gosto.

Saber ser feliz

Notei o quanto preciso de pouco pra ser feliz.

Comprei uma prateleira para meus livros queridos.

Ficou linda montada em minha sala.

Coloquei os livros, poucos hoje, separados por assunto.

Mais ou menos por assunto, pois é difícil separar.

Lembrei-me de minha biblioteca anterior.

Mais de 500 livros que deixei pra trás, vendi por lote, dei.

E com quanta dor fiz isto, pois livros me são muito queridos.

Mas foi um tempo de vida em que eu estava saindo.

Saindo do espaço, saindo da vivência, saindo…

Mas, hoje estou feliz. Com tão pouco que até acho graça.

Algumas prateleiras… mas espaço para meus amados.

Ali coloquei os amigos, porta retratos, pecinhas estimadas

que representam pessoas ou momentos especiais.

E que vontade de poder, dia desses, aumentar o espaço!

Mas estou feliz com o que trouxe agora e consegui montar.

Descubro, aos poucos, de quão pouco preciso!

Fiquei namorando o móvel, o canto, o espaço.

Se fosse maior, ao lado colocaria uma “cadeira do papai”

e ali me instalaria por longas horas, lendo, pensando, vivendo a vida que é só minha.

Tão pouco – duas prateleiras!

E fico tão feliz e embevecida!

Nem dá pra explicar como sou ou o que sou.

Bom é ver que preciso de tão pouco pra ser feliz.

Hoje, neste momento, duas prateleiras, meus livros colocados,

o espaço sobrando pra porta retratos, pra peças que gosto,

que me trazem lembranças gostosas, enfim, duas prateleiras lindas, pequenas,

contendo pedaços meus, que bom!

É como se sentisse que são pedaços meus, fazem parte de mim.

E noto, com prazer, que cada vez mais preciso de tão pouco pra ser feliz!

Eu e meus livros

Leio meus livros e fico solta no espaço.

Fixo-me nos tempos de que eles falam.

Se não falam de tempo, fixo-me só no que eles falam.

De amor, de vida, de experiências.

Gosto deles e eles me amam.

É uma troca perfeita.

Não os dobro em suas folhas.

Eles não me deixam sozinha.

Falamos de nós.

Eles do que trazem pra mim,

eu do que tenho pra eles.

São quase humanos em seus contextos.

Em suas palavras e conjunto, falam comigo por inteiro.

Eu me enterneço, me esvazio, me entrego.

Momentos lindos vivemos.

Eu e meus livros.

É muito bom poder conviver com eles.

Pela quietude física que me dão,

são muito completos no que me falam e transmitem.

Estamos juntos. É importante.

Eu… meus livros… suas palavras…

meus dizeres… meus pensamentos.

São quase humanos em suas formas.

Sou quase impressão em páginas,

quando me relaciono com eles.

Eles são quase gente quando me encontram.

Sentimos, muitas vezes, em uníssono.

Eles estão aí, como gosto.

Eu estou aqui para contê-los.

Eu… meus livros…