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O diálogo do corpo

árvores com vida

Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças.

Uma página em branco. É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido. Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história. “O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.

É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção. “O corpo não mente. As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos”, revela Leloup.

Ele nos convida a responder algumas questões sobre pés, tornozelos, ventre, genitais, coração, pulmões e muitas outras partes. Elas podem ser nosso guia em uma viagem de autoconhecimento que toca em aspectos físicos, emocionais e espirituais: “Primeiro, podemos notar qual é nosso ponto fraco, o lugar de nosso corpo em que vêm se alojar, regularmente, a doença e o sofrimento. Há a escuta psicológica pela qual podemos prestar atenção no medo ou na atração que vivemos em relação a algumas partes do corpo. E há ainda a escuta espiritual. O espírito está presente em nosso corpo, e certas doenças e algumas crises são manifestações do espírito, que quer trilhar um caminho, que quer crescer, que quer desenvolver-se em membros que lhe resistem”, diz ele. E continua: “Algumas depressões estão ligadas a fatores emocionais, a um rompimento, uma perda, uma falência. Mas há também depressões iniciáticas, em que a vida nos ensina, por meio de uma queda, um acidente, que devemos mudar nosso modo de viver”.

Descubra a seguir quais são os símbolos associados por Jean-Yves Leloup a cada parte do corpo e responda às questões, que facilitam a reflexão e o reconhecimento do que está impresso em você. Boa viagem!

Pés, as nossas raízes

“Será que experimentamos prazer em estar sobre a terra? Podemos imaginar o corpo como um árvore. Se a seiva está viva em nós, ela desce às raízes e sobe até os mais altos galhos. É de nosso enraizamento na matéria que depende nossa subida à luz. É da saúde de nossos pés que vem o enraizamento”, explica Leloup.

Ele lembra que em diferentes práticas de ioga há a purificação dos pés, que são mergulhados na água salgada. “Pelos pés podem escorrer nossas fadigas e tensões.”

“A palavra pé, podos, em grego, relaciona-se à palavra paidos, que quer dizer criança. Cuidar dos pés de alguém é cuidar da criança que o habita. Perguntei a um sábio: ‘O que posso fazer para ajudar alguém?’ Ele respondeu: ‘Lembre-se de que essa pessoa foi uma criança, que ainda é uma criança. E que tem dor nos pés.’”

Preste atenção: verifique se seus pés são seu ponto fraco. Como você se apoia sobre eles? Em seguida, toque-os, sentindo ossos, músculos e partes mais ou menos sensíveis. Quais são suas raízes familiares? Quais as expectativas de seus pais em relação a você? Qual seu sentimento em relação a filhos?

Tornozelos, a possibilidade de ir em frente

Termômetro da rigidez ou da flexibilidade com que levamos a vida, os tornozelos têm relação direta com o momento do nascimento. “Por que esse é também um momento de articulação entre a vida dentro e fora do útero. Alguns de nós conheceram dificuldades e viveram até traumas nesse elo que une a vida fetal com o mundo exterior. O corpo guardou essa memória e a expressa na fragilidade dos tornozelos”, diz o filósofo.

Segundo Leloup, os tornozelos simbolizam também o refinamento da vida, as relações íntimas e a articulação do material com o espiritual. As pessoas em que o tornozelo é o ponto fraco têm dificuldade de avançar nos vários aspectos da vida. Dar um passo a mais é ir além de nossos limites e também saber aceitar o que se é, seja isso agradável ou não. “Essa é a condição para ir mais longe”, finaliza ele.

Preste atenção: você costuma ter dor nos tornozelos? Essa região é rígida ou flexível? Sofreu entorses? Em que momentos de sua vida eles ocorreram? É difícil avançar em direção ao que você quer? Qual é o passo que você precisa dar e o passo ao qual resiste?

Joelhos, o apoio para dar e receber colo

A flexibilidade é uma das qualidades importantes para que os joelhos sejam saudáveis. “Quando eles são rígidos, é provável que surjam problemas na coluna vertebral e nos rins”, lembra Leloup, que nos revela o significado mais profundo dessa parte do corpo. “Em algumas línguas, estranhamente há uma ligação entre a palavra filho e a palavra joelho. Em francês, por exemplo, genou, joelho, tem a mesma raiz da palavra générer, gerar. Em hebraico, joelho é berekh, e também bar e bèn, que significa filho. Assim, ser filho, ser filha é estar no colo, envolvido por esse gesto, que é o elo entre os joelhos e o peito. Temos necessidade de dar e receber essa confirmação afetiva. E manter alguém no colo, sobre os joelhos serve para manter o coração aberto”, finaliza.

Preste atenção: observe como são seus joelhos. Eles são flexíveis, rígidos, doloridos? É bom tocá-los ou não? Quem o pegou no colo quando você era criança? Esse gesto de intimidade é familiar para você? Qual a sensação? E você, para quem dá colo (seja fisicamente, seja como símbolo de acolhimento)?

Genitais, a energia de vida

O teólogo Jean-Yves Leloup fala dos tipos de amor e prazer, dos traumas e das sensações vividos na infância que marcam para sempre nossa sexualidade. Ele ressalta que o encontro de dois corpos pode ser mais que físico. “A representação mais primitiva de Deus foi encontrada na Índia e são o lingan e a ioni, o símbolo fálico masculino e o genital feminino. Assim a representação do sexo foi a primeira feita pelo homem para evocar Deus – porque o sexo é onde se transmite a vida. Dessa maneira, passa a ser o local da aliança, algo de muito sagrado”, considera Jean-Yves Leloup. “Portanto, a sexualidade não é somente libido. Essa libido pode tornar-se paixão, passar através do coração e transformar-se em compaixão. É sempre a mesma energia vital, que muda e se transforma de acordo com o nível de consciência no qual nos encontramos.”

Preste atenção: quais são suas dores ou doenças relacionadas aos órgãos genitais? Você sofre desses males? Qual a sensação diante dos seus genitais (vergonha, repulsa, prazer)? Qual sua postura em relação à sexualidade (à sua própria e ao sexo no contexto cultural)?

Ventre, o centro processador de emoções

Estômago, intestinos, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, rins são os órgãos vitais abrigados em nosso ventre. Eles são responsáveis pela transformação do alimento em energia, pela absorção de nutrientes e pela eliminação de toxinas.

Emoções como raiva, medo, prazer e alegria acertam em cheio essa região e também precisam ser digeridas. Leloup aponta que “o perdão tem uma virtude curativa porque podemos tomar toda espécie de medicamento, sermos acompanhados psicologicamente, mas há, por vezes, rancores que atulham nosso ventre, nosso estômago, nosso fígado”. Ele destaca que todas as partes do corpo lembram a importância de respeitar o tempo de digestão e assimilação de tudo que nos acontece de ruim e também de bom.

Preste atenção: como é sua digestão? Quando você tem uma forte emoção, sente frio na barriga ou alguma reação na região? Quais foram os fatos difíceis de ser digeridos em sua vida? O que há por perdoar?

Coração e pulmões, o pulso vital

Esses dois órgãos estão intimamente ligados a nossa respiração. “O coração é um dos símbolos do centro vital, ele é o centro da relação. E é importante observar como nossa vida afetiva influencia nossa respiração.  Às vezes, nos sentimos sufocar porque não correspondemos à imagem que os outros têm de nós, e isso também impede que o coração bata tranquilamente. Para alguns, querer ser normal a qualquer preço, querer agir como todo mundo, pode ser fonte de doenças”, assinala o psicólogo Jean-Yves Leloup.

Agir de acordo com suas vontades mais genuínas e aceitar o que se é, mesmo que isso não combine com o grupo, pode ser uma das formas de se libertar e sair do sufoco.

Preste atenção: você já teve períodos prolongados de angústia ou tristeza? O que liberta sua respiração e o que o sufoca? Você se preocupa muito com a imagem que as pessoas têm de você? Já parou para ouvir as batidas de seu coração e o das pessoas a quem você ama? O que deixou seu coração partido? O que o fez bater feliz?

#universonatural #mergulhointerior

Atitudes que esgotam sua energia

negativo

Você tem tido falhas de memória?

Acorda cansada?

O sofá a atrai irresistivelmente?

Seu magnetismo pessoal não anda lá essas coisas?

Tem sentido medo constante de que o outro a prejudique?

Quem respondeu sim a pelo menos três das perguntas acima precisa dar uma paradinha.

Provavelmente, você tem tido atitudes erradas que esgotam suas energias que, consequentemente, a impedem de atrair a harmonia e felicidade em sua vida.

Listei algumas para você ler com atenção e tentar se livrar delas. Você vai se surpreender.

– Descaso com o corpo: descanso, boa alimentação, exercícios físicos e lazer são deixados de lado.

E sua saúde energética, como fica?

– Pensamentos obsessivos: remoer um problema cansa mais do que trabalhar o dia todo;

já pensamentos positivos recarregam as energias.

– Sentimentos tóxicos: choques emocionais, raiva e mágoas sugam a energia.

Por outro lado, emoções positivas como amor e alegria recarregam a pilha e dão força para superar obstáculos.

– Fuga do presente: as pessoas tendem a achar que no passado tudo era mais fácil: “bons tempos!”, costumam dizer.

Ou então, depositam a felicidade no futuro, mas deixam pouca energia no agora.

E esquecem que só no presente construímos a vida.

– Falta de perdão: perdoar é libertar o passado e seguir em frente.

Quem não perdoa o outro e a si mesma, fica “energeticamente obesa”, carregando fardos passados.

– Mentiras: somos educados para desempenhar papéis sociais.

A moça boazinha, a vítima, a mãe dedicada… Mas só quando somos nós mesmos a vida flui sem esforço.

– Viver a vida do outro: evoluímos com os relacionamentos, mas é preciso amadurecer individualmente.

Quem cuida da vida do outro, interferindo mais do que deve, acaba sem energia para construir a própria vida.

– Ficar na bagunça: ela provoca confusão emocional e mental.

Arrume a casa, os armários, tudo!

ponha em ordem a mente e o coração!

– Fugir da natureza: o homem vive quase sem contato com ela.

E o estresse das grandes cidades favorece o vampirismo energético:

todos sugam energias de outras pessoas – e são sugados.

José Batista de Carvalho / Universo Natural

ATITUDES QUE DRENAM ENERGIA

Sou super ligada na questão de energia.

Este texto é de extrema utilidade, tem uma abordagem simples e direta, merecendo ser lido.

Foi isto que me levou a reproduzi-lo aqui para dividi-lo com meus amigos e pessoas ligadas ao tema.

É um assunto que dá margem a muita discussão e daria bons momentos de um papo agradável.

Espero que quem chegue a ler ache interessante como achei.

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1 – Pensamentos obsessivos

Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2 – Sentimentos tóxicos

Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4 – Fugir do presente

As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5 – Falta de perdão

Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6 – Mentira pessoal

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7 – Viver a vida do outro

Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8 – Bagunça e projetos inacabados

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9 – Afastamento da natureza

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

10. Preguiça, negligência

E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….

11. Fanatismo

Passa um ventinho: “Ai meu Deus!!!! Tem energia ruim aqui!!!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!!!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

12. Falta de aceitação

Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.

O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos (não confundir com acomodação). Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!

Por: Vera Caballero

Publicado na página MUNDO DE GAYA – Facebook

Sem palavras

Nesta maravilhosa visão onde os galhos parecem as raízes,

tudo refletido em limpas águas,

onde um homem caminha só com seus pensamentos e se integra à paisagem,

fiquei absorta, tocando com os olhos, sentindo com a alma,

respiração quase suspensa de emoção.

Este verde me entrou no íntimo,

calou e me deixei prostrar como que tatuada pela visão completa.

Isto!

Deixei-me tatuar pra levar

comigo sempre esta forma de natureza tão bem expressa. 

Calada. Sentindo. Sem palavras.

imagem sem palavras

Naturopatia

naturopatiaNaturopatia é a cura através de métodos naturais, seja através da alimentação, da hidroterapia (cura com a água), geoterapia (cura com argila) , fitoterapia (cura com plantas) florais etc., e para atuar na profissão não precisa ser médico, apenas terapeuta. Profissão esta, incentivada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) porque chegou-se a conclusão que: quando existiram mais  “curandeiros” foi quando as pessoas tiveram mais saúde.

O naturopata cai na ilegalidade quando diz ser médico sem o diploma devido ou quando retira ou receita remédios sem autorização médica. O verdadeiro naturopata não receita remédios. Quando ele não consegue resolver o problema, geralmente em doenças terminais; deve encaminhar para o médico.

Sou naturopata desde 1987, fiz muitos cursos e treinamentos intensos, mas o acréscimo maior a meu currículo foi a própria experiência de vida:

Primeiro quando curei-me de uma doença considerada grave, depois vieram as experiências com “as crianças”: meu filho mais velho,  adquiriu infecção hospitalar com dois dias de nascido. O quadro clínico era bastante grave e ele foi curado com faixas molhadas, argila etc.. Meu outro filho teve  tracoma, doença que pode até provocar cegueira, e também foi curado. Em outro momento, curamos uma crise de asma e um ferimento grave, tudo sem medicamentos.

Estes foram  momentos muito importantes para nós, porque no tratamento natural não há diferença entre o curador e o curado, os dois se misturam, se integram. Curamos juntos, cooperando, com confiança, amor, coragem e isto só faz crescer os sentimentos positivos dentre os envolvidos. O tratamento às vezes é trabalhoso, embora seja tão simples, que nós mesmos com o conhecimentos, no início, tendemos a querer duvidar da eficácia, por isso é preciso experimentar. No final é compensador. No nosso caso, hoje somos três adultos, muito unidos, cooperativos e participativos em nossas vidas.

A Naturopatia é uma profissão ainda pouco conhecida no Brasil,embora esteja crescendo dia a dia. Atualmente já temos em funcionamento várias clínicas naturistas, em diversos estados, mas é bom não confundir com SPAs.

Bem difundida na Europa, principalmente na Espanha, com as grandes escolas, e na Alemanha, com os naturopatas Louis Kuhne e Sebastião Kneipp, na América do Sul é bastante conhecida na Nicarágua, El Salvador e também no Chile, com o trabalho do naturopata Manuel Lezaeta, autor do livro: Medicina Natural ao Alcance de todos, editora Hemus.

Tem-se conhecimento que na primeira Faculdade de Medicina do Brasil (Salvador – Bahia) existiu uma disciplina sobre hidroterapia, aonde se ensinava fazer banhos de assento, infelizmente, por questões políticas, a matéria foi retirada do currículo e hoje, para alguns médicos, não passa de absurdo.

Atualmente, tem existido uma grande abertura de alguns médicos aqui no Brasil, mas que, não gostam de se expor, devido à pressão que sofrem do Conselho de Medicina, pressão esta, que também fui vítima numa cidade no Sul de Minas, sendo minha maior defesa os beneficiados, que muitas vezes, conseguiram a cura de doenças considerada incuráveis, já desenganados pela medicina alopática.

Tal pressão nunca deveria ter acontecido, já que, as técnicas já eram usadas por Hipócrates, um médico grego, que foi considerado o Pai da Medicina e viveu por volta do ano 480 a.C.

Sabemos que, cada vez mais, é perigoso usar medicamentos, além de caros, danificam nosso organismo. As denúncias, antigas, persistem, não só de falsificações, mas também de laboratórios conceituados que vendem no Brasil remédios proibidos em outros países. Há mais de vinte anos, a revista Veja trouxe denúncias de fatos absurdos envolvendo remédios; foi reportagem de capa. Pouca coisa de concreto foi realizado, os remédios continuam os mesmos, muda-se o nome e embalagem. Isto com remédios capazes de levar o paciente à morte ou causar fortes complicações. Algumas vezes, os laboratórios conseguiam prazos longos para regularizar e tirar do mercado.

Por que prazo? Não deveria ser suspendido automaticamente já que ameaçam vidas? Há também denúncias de bulas que não trazem a especificação de todas as substâncias contidas nos remédios.

O que é saúde e dinheiro para o ser humano? É possível comprar mortes?

José Serra, quando Ministro da Saúde, disse que “a saúde do Brasil é precária e que os poucos recursos que existem são mal utilizados”.

E vai continuar precária até quando o ser humano admitir que sua saúde não pode, nem deve estar simplesmente nas mãos de profissionais, sem que ele participe das possibilidades nas decisões dos procedimentos.O doente deve ser participativo, saber quais as opções existem para a cura e decidir junto ao profissional, que tem o conhecimento.

O doente necessita saber o que o fez adoecer, é preciso compreender que o homem é um ser holístico, integral. Para ter saúde é necessário considerar sua alimentação, seu habitat, suas emoções, como está sua realização profissional, amorosa, e seu relacionamento com a natureza, com as pessoas e com Deus, pois sem fé, o homem não caminha, se arrasta.

(Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais. /  www.saudeintegral.com)

Dicas de naturopatas:

1. Você deve comer coentro porque elimina as químicas do corpo!
2. Use bastante limão através de limonada ou junte limão em suco de sua preferência!
3. Compre Curcurma 25 grs e 50 grs de pimenta do reino. Esmague e coloque tudo em um vidro com um pouco de azeite e utilize em todas as refeições, serve para evitar câncer e suas metástases.
4. Cozinhe no vapor 500 grs de alho com casca por 10 min., acomode tudo em um vidro com água e sal e consuma 4 cabeças por dia, ele é antiinflamatório e antibiótico!
5. Toda manhã em jejum faça um suco VERDE…somente de legumes e verduras vivas! Costumo usar couve, pepino, gengibre e adiciono duas frutas de minha preferência no dia!

E por fim o mais importante: medite todos os dias em um local tranquilo e visualize uma luz entrando no centro de sua cabeça, percorrendo todo seu corpo…coloque esta luz no seu nódulo e veja-o diminuindo e protegido por esta luz!
Imagine também um exército percorrendo por todo seu corpo e eliminando toda e qualquer célula que esteja com problemas. Por fim, no centro do seu peito veja a sua medula fabricando plaquetas em volume!
Seu cérebro é mais poderoso do que você pensa, por isso, utilize-o a seu favor e você poderá conferir com seus próprios olhos!

Violência contra Homossexuais

homossexuais

Drauzio Varella

A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.
Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?