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Salmo 91 – O Salmo dos Anjos

salmo

Este salmo é considerado o “o salmo dos Anjos”. Sua leitura segundo os cabalistas protege contra a adversidade, favorece o magnetismo pessoal e as grandes descobertas. Guarda o lar, abençoa os bens, protege contra assaltos, acidentes e armas em geral. Também combate a mentira e a irritação.

Ilumina as lembranças de fatos ocorridos em outras encarnações. Dá proteção contra os espíritos ignorantes e primitivos.

Deus, protetor dos justos.

1. Deus, eu moro sob a proteção do Altíssimo e descanso à sombra do oponente.

2. Digam todos: “O Senhor é meu refúgio e meu escudo, meu Deus em quem confio.”

3. Porque o Senhor há de livrá-lo do laço do caçador e das doenças perigosas.

4. Com Suas penas o cobrirá e o abrigará sob Suas asas. Escudo, verdade e aliança são lealdade divina.

5. O filho que crê no Pai não teme jamais, nem à noite nem à luz do Sol,

6. As doenças que se propagam ou os flagelos que arrasam o dia.

7. Podem cair mil a Seu lado, e à direita, mais dez mil, mesmo assim nada O atinge.

8. Inclinará os Seus olhos em tudo, e verá que o caminho contrário não leva a nada.

9. Pois Ele é de fato meu refúgio. Sinto-me confortado no Senhor Altíssimo.

10. Nada poderá me atingir. Em minha casa não haverá doenças nem desavenças.

11. Pois o Senhor deu ordens aos anjos para que guardasse Seu filho por onde quer que Ele caminhe.

12. Eles irão levá-lo, segurando suas mãos, para que não machuque os pés nas pedras.

13. Andará por sobre os contrários mais temíveis, como o leão, o dragão…E Seu filho pisará a salvo.

14. Porque quem está unido ao Senhor estará salvo e protegido.

15. Se invocado, Eu ouvirei. Serei Seu amigo nos momentos mais difíceis, Eu lhe darei a salvação e a glória.

16. Darei fartura, prolongando a vida. Mostrarei minha salvação.

Monica Buonfiglio

 

– publicado em Universo Natural

 

 

 

 

 

 

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Baruch Spinoza – Divindade

Baruch (Benedictus, em latim) Spinoza – (1632-1677)

 

 

Se Deus tivesse falado:


“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo  mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim.

Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás.

Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.”

Baruch Spinoza.

 

Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu:

“Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.