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Às vezes…

Encontrei no facebook e concordo plenamente.

Clarissa Corrêa foi muito feliz em sua colocação.

Eu teria muito a dizer sobre tudo isto, mas me calo e deixo só a fé me penetrar.

 

 

Às vezes

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Salmo 91 – O Salmo dos Anjos

salmo

Este salmo é considerado o “o salmo dos Anjos”. Sua leitura segundo os cabalistas protege contra a adversidade, favorece o magnetismo pessoal e as grandes descobertas. Guarda o lar, abençoa os bens, protege contra assaltos, acidentes e armas em geral. Também combate a mentira e a irritação.

Ilumina as lembranças de fatos ocorridos em outras encarnações. Dá proteção contra os espíritos ignorantes e primitivos.

Deus, protetor dos justos.

1. Deus, eu moro sob a proteção do Altíssimo e descanso à sombra do oponente.

2. Digam todos: “O Senhor é meu refúgio e meu escudo, meu Deus em quem confio.”

3. Porque o Senhor há de livrá-lo do laço do caçador e das doenças perigosas.

4. Com Suas penas o cobrirá e o abrigará sob Suas asas. Escudo, verdade e aliança são lealdade divina.

5. O filho que crê no Pai não teme jamais, nem à noite nem à luz do Sol,

6. As doenças que se propagam ou os flagelos que arrasam o dia.

7. Podem cair mil a Seu lado, e à direita, mais dez mil, mesmo assim nada O atinge.

8. Inclinará os Seus olhos em tudo, e verá que o caminho contrário não leva a nada.

9. Pois Ele é de fato meu refúgio. Sinto-me confortado no Senhor Altíssimo.

10. Nada poderá me atingir. Em minha casa não haverá doenças nem desavenças.

11. Pois o Senhor deu ordens aos anjos para que guardasse Seu filho por onde quer que Ele caminhe.

12. Eles irão levá-lo, segurando suas mãos, para que não machuque os pés nas pedras.

13. Andará por sobre os contrários mais temíveis, como o leão, o dragão…E Seu filho pisará a salvo.

14. Porque quem está unido ao Senhor estará salvo e protegido.

15. Se invocado, Eu ouvirei. Serei Seu amigo nos momentos mais difíceis, Eu lhe darei a salvação e a glória.

16. Darei fartura, prolongando a vida. Mostrarei minha salvação.

Monica Buonfiglio

 

– publicado em Universo Natural

 

 

 

 

 

 

De repente… tudo tão simples.

Passei anos e anos de minha vida me preocupando com tudo e todos. Tinha uma família – e não era tão pequena – pra sustentar e dar conta do dia a dia. Complicava o fato de ter sido criada com conforto, abundância de tudo, preparada para fazer um casamento com um “lorde” que me supriria de todas as necessidades e mais ainda. Estudava piano pois seria uma grande pianista como era o desejo de minha mãe. Nunca aprendi a fazer um arroz que fosse. E então….. vem a vida invertendo todas as respostas a qualquer pergunta que se faça. Daí fui à luta. Se bem que sempre gostei de trabalhar (fora de casa!) e comecei muito cedo mesmo a contragosto de meu pai que ainda era do tempo que filhA trabalhar fora era vergonhoso. Como sempre fui um pouco rebelde e contra regras e disciplina, mesmo não sendo uma anarquista, consegui me realizar muito profissionalmente. Mas meus dias eram repletos e minhas horas sempre gastas com o trabalho principalmente. Lazer era algo que não me chamava muito a atenção. Lamento hoje pelas minhas filhas que acabavam por me ter muito pouco em casa e ainda hoje reclamam disso.  Agradeço de coração o empenho e boa vontade de minha mãe que cumpria o papel que deveria ser também e muito meu. Houve falhas nesta forma? Claro! Mas, como se diz, “é o que tinha pro dia”. Tiveram todos boa vida, férias gostosas, as tais roupas de marca que adolescentes adoram, frequentaram ótimos restaurantes, se instalaram em deliciosos hotéis, assistência médica de primeira linha, os melhores colégios. Enfim, tudo o que o material pode produzir e proporcionar. Amor? Sempre tudo foi feito com todo o carinho e amor do mundo. No meu conceito, proporcionar o de melhor era também uma grande forma de AMOR. E o tempo passou. Não me casei com o lorde, não fui pianista nem média, aprendi a cozinhar e muito bem (tive até rotisserie e restaurante). Fui excelente profissional como administradora gerencial, preparando perfeitos bastidores  para as “estrelas” que tive o prazer de conviver e trabalhar. E, como é inevitável, o tempo passou e passou. Até me ver hoje como uma senhora – idosa??!! – tranquila, ainda cheia de amor, em vésperas de ser bisavó (o que estou esperando acho que mais que o casal). Tive a infelicidade de ficar doente no ano passado, com um câncer no palato mole que me deixou muito triste e assustada. Mas consegui vencê-lo e o tumorzinho cicatrizou (ô glória!). Luto hoje com as sequelas da radioterapia que é um tratamento super agressivo e me perturba um bocado. Mas estou bem. Modifiquei minha alimentação por força das circunstâncias, perdi 35 quilos devido a isto (foi ótimo, pois fiquei com o corpo de solteira) e me sinto super cheia de vigor e energia.  Resumindo tudo isto, o texto que achei no facebook e que abaixo transcrevo, diz muito ou tudo o que realmente penso e sinto nesses dias que ainda são meus, tendo consciência de que tenho muito mais passado do que futuro (parodiando Rubem Alves).

E tudo fica tão simples…

 

 

de repente

 

Paz mortal

pelicanos

O sol é dominante, como uma tocha lá no alto.

Os jatos cruzam ao seu lado
E os foguetes saltam feito sapos.
A paz não é mais preciosa.
A loucura circula como lírios
em volta da lagoa…
Os artistas pintam suas cores
vermelhas, verdes, amarelas!
Os poetas rimam sua solidão,
Os músicos morrem de fome,
Os escritores erram o alvo,
Mas não os pelicanos,
não as gaivotas.
Os pelicanos mergulham,
Sobem arrepiados
quase mortos
Com peixes radioativos
em seus bicos.
O céu se acende de vermelho,
As flores desabrocham
como sempre,
Mas cobertas de uma fina poeira
de combustível e cogumelos.
Cogumelos envenenados!
E em milhões de alcovas,
os amantes se entrelaçam
Perdidos e doentes
como a paz!
Não podemos acordar?
Temos de continuar, amigos…
E morrer enquanto dormimos.

(Charles Bukowski)

Deixe-se em paz!

esteja em paz

Geralmente é o que se deseja intimamente: paz para o mundo, paz para todos, paz para os torcedores, paz para os moribundos, paz para os iraquianos. É um desejo legítimo, mas qual a nossa contribuição prática para ajudar a construir uma serenidade universal? O máximo que podemos fazer é garantir nossa própria paz.
Portanto, esses são os meus votos: deixe-se em paz.

Parece uma frase grosseira, mas é apenas um desejo sincero e generoso. Deixe-se em paz. Não se cobre por não ter realizado tudo o que pretendia, não se culpe por ter falhado em alguns momentos, não se torture por ter sido contraditório, não se puna por não ter sido perfeito. Você fez o melhor que podia.

Aproveite para estabelecer metas mais prosaicas para o futuro que virá, ou até meta nenhuma. Que mania a gente tem de fazer listinha de resoluções, prometer mundos e fundos como se uma simples virada de ano bastasse para nos transformar numa pessoa mais completa e competente. Você será o que sempre foi — e isso já é muito bom, pois presumo que você não seja nenhum contraventor, apenas não consegue dar conta de todos os seus bons propósitos, quem consegue? Às vezes não dá. Vá no seu ritmo, siga sendo quem é, não espere entrar numa cabine e sair de lá vestido de superhomem ou de super-mulher. Deixe de fantasias.
Deixe-se em paz.

Se quer tomar alguma resolução, resolva ajudar os outros, fazer o bem, dedicar-se à coletividade, seja mais solidário. Não deixe os menos favorecidos na paz do abandono, na paz do esquecimento. Mas esquecer um pouco de você mesmo, pode. Deve. Não se enquadre em comportamentos que não lhe caracterizam, não se enjaule por causa de decisões das quais já se arrependeu, não se arrebente por causa de questionamentos incessantes.

Liberte-se desses pensamentos todos, dessa busca sofrida por adequação e ao mesmo tempo por liberdade. Nossa, ser uma pessoa adequada e livre ao mesmo tempo é uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Será mesmo tão necessário pensar nisso agora? Deixe-se em paz.

Não dê tanta importância à melhor roupa para vestir, à melhor frase para o primeiro encontro, às calorias que deve queimar, à melhor resposta para quem lhe ofendeu, às perguntas que precisa fazer para se autoconhecer.

Chega de se autoconhecer. Deixe-se em paz.

No fundo, estou escrevendo para mim mesma.

Não me deixo em paz. Estou sempre avaliando se agi certo ou errado, cultivo minhas dúvidas com adubo e custo a me perdoar. Tenho passe livre para o céu e também para o inferno. Preciso me deixar em paz, me largar de mão, me alforriar.

Só falta alguém ensinar como é que se faz isso.

Autora: Martha Medeiros